Oi, gente, venho por meio desta dizer que às vezes volto e que o Pam, o Pâmelo, o Mele está oficialmente com 17 aninhos… Velhinho? Siiiiiiiiim, velhinho, cheio de manias, com algumas dificuldades, mas MUITO MUITO MUITO MUITO AMADO.

Então, como se eu já não me declarasse suficientemente pra ele, resolvi compartilhar com vocês meu amor mais um pouquinho (porque né, às vezes explode e a gente tem que passar adiante pra não ter um treco).

cheirinho mele

Oi, eu sou o Mele e tô ganhando cheirinho

Assim, o Mele, hoje em dia, é grude. Ele não era, agora é. Eu e meu marido trabalhamos em casa, por isso ele pode nos fazer de gato e sapato. Então, ele mia enlouquecido de umas duas em duas horas. Pra quê? Pra colocar uma raçãozinha sachê (bem pouquinho, porque ele come de pouquinho em pouquinho) fresquinha. Ou, simplesmente, pra nada, pra dar uma atenção porque ele fica com tédio.

Tá, daí tem a miação das 16h30, 17h. Essa é mais focada: ele precisa que EU vá deitar um pouco com ele. Como é? Assim. Eu tenho que ir pra minha cama, colocar o edredom em cima das minhas pernas, abrir um pouco as pernas pra ele se encaixar. Daí pronto, ele dorme ronronando. E eu saio de fininho e volto pro escritório. Tipo fazer neném dormir, sabe? É, pois é. Um neném de 17 anos.

Outra coisa. Ele é manco há anos por conta de uma queda do sétimo andar. Ele agora tá meio ceguinho, então se perde às vezes no meio da casa e dá umas cabeçadas. Maaaaaaaaaaaasss, se eu for fazer qualquer coisa na cozinha, ele sai DE ONDE ESTIVER (pode ser de um gostoso sono profundo) e vai correndo atrás de mim. Eu e meu marido o chamamos de stalker nessa hora. E ele, manco, parece que vai trotando, tipo um cavalinho.

Aí, eu abro a geladeira. Ele apenas enfia o fuço dentro pra cheirar o que tem de rango. Quase nunca é coisa para felinos, mas ele precisa ter certeza. Daí lá vai eu cozinhar um peito de frango ou uma carne magra pra dar um pouquinho pra criança. Quando não tem, vai um pouco de iogurte, ervilha, presunto, queijo, o que tiver e ele queira comer. Véio mimado é assim mesmo.

melefuçosujo

Comi iogurte e meu fuço tá sujo

E… se eu tô cozinhando, aí ele fica doido, mesmo sem ter o que ele gosta. Se tem o que ele gosta, tipo CARNE, aí pronto, enlouquece. Aperta meu pé com a patinha, sobe nas minhas pernas, se estica todo e a cauda treme bem doida ahahahaha. CLARO que ele acaba ganhando uma carninha, né? Afinal, era pra ele comer ração renal, mas não tem jeito, então dou o que ele quiser. Viver os últimos anos de boas, né?

melepatinha

Mami, mim dá isso aí que ce tá cozinhando?

Então, a vida do Mele é mais ou menos essa. Mimadinho, gostosinho, cheirosinho e velhinho magricelinho. Sempre com muito amor, muito dengo e, agora, mais do que nunca (como diria Faustão), com MUITO MUITO MUITO MIMO.

Mele, a mami ama mais do mundo!!! Parabéns pelos 17 aninhos!!!

Olá, gente, faz tempo, né? Pois é, eu sei… É que, de verdade, falta tempo pra mim, e agora é sério, não é desculpinha não. Massssssssssss…. meta para 2015: dar uma atualizadinha básica no brógui vez ou outra. Afinal, nossos meles merecem, né?

E hoje eu ressurgi das cinzas pra mostrar uma historinha que eu recebi por e-mail (pois não preciso escrever nada, já que a história tá prontinha). É uma história de amor. De uma pessoa por um gato e vice-versa. Daquelas que a gente tanto conhece, mas não cansa de ler. Taí proceis:

“Oi Cristine

Meu nome é Eliane….vi seu blog e eu gostei da materia do não adote o gato.
Mas eu fiz o contrario….adotei um…me apaixonei a primeira vista.
Não tive nenhum trabalho; é tão limpinho..sempre, desde quando chegou faz suas
necessidades da bacias e exige limpeza….chego a trocar areias três vezes em 24hs, rsrs
Ele fica miando bem forte….quando troco a areia ele usa logo….
Devolver?
Nunca!
Ele tem três meses e 15 dias…. e esta comigo a 1 mês e 28 dias… amoooo demais….já nem sem viver
sem ele!
Minha Amiga Manu disse que ele é um gato de sorte…..Respondi a ela que eu tenho sorte de ter o Léo….
Meu gato tem deixado os meus dias mais alegres e momentos inesquecivéis!
Já está com as vacinas em dias….já tem veterinário particular….e já viajou comigo
no ano novo….
Bjoquinhas minhas e um lambeijo do Léo”

 

E, claaaaaaaaro que vamos ilustrar a história com algumas fotinhas, né?

 

Mami, amo seu cabelo!

Mami, amo seu cabelo!

Nanando...

Nanando…

O que você quer com o MEU arranhador?

O que você quer com o MEU arranhador?

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Gente, o Pam, neste mês, está fazendo 16 aninhos. Sei que muita gente já sabe e deu os parabéns lá no Face. E a gente ficou super ultra mega feliz! Como vocês já sabem tuuuuuuuuuudo sobre ele, não vale a pena eu ficar repetindo o quanto ele é lindo maravilhoso gostoso ranzinza laranjão do amor. Então, apenas postarei duas IBAGENS.

melão

Obrigada por me amarem, humanos!

pam

Essa mami minhama tanto…

 

Beju!!!!

Gente! Venho por meio desta dizer-lhes que fico muito #xatiada quando recebo e-mails do tipo “O que eu faço com meu gato que arranha os móveis? Se continuar assim, vou ter que doá-lo!!!”. Isso porque, analisemos. 1. Tudo bem em querer saber dicas de como fazer o gato parar de arranhar móveis, afinal, ninguém é obrigado a achar lindo o gato arranhar e fazer xixi e blablalbal pela casa toda. somos desapegados, porém, nem tanto. Agora 2. Isso é motivo pra doar o gato?

E, assim, tem gente que me faz esse tipo de pergunta quando o gato tem uns 3, 4 anos já! Gente, vocês se apegam ao móvel da sala e não ao gato que mora com você e te considera uma mãe/pai há 4 anos? Uma dica: tem muita coisa errada com a sua pessoa. Aconselho: psiquiatra.

Tá, peguei pesado. Mas, sério, gente, faz isso não. Ou não adota, não compra, não pega da rua. Fica sem gato, sem cachorro, sem filho. Compra um bichinho de pelúcia, um tamagotchi. Aquele Pou, sabe? Do celular? Mais fácil. Não dá tanto trabalho. Nem amor.

Mas é verdade, povo. Enquanto todo mundo diz ADOTE! eu venho aqui dizer PERAÍ, PENSA BEM. Porque gato é ser vivo – e bem vivo!!! – e faz um monte de arte. E pra ensinar tem que ter paciência e amor. E tem que reservar tempo pra ele e limpar a caixinha e dar comidinha e fazer carinho e ouvir miados injuriados e também ronrons de amor e dar remédio e levar no veterinário e às vezes até dar banho! Sério. Não é tão simples assim. E devolver? Devolver? Doar porque não quer mais? Cansou? Você devolveria seu filho?

Sério. Não entendo. Pra vocês, só tenho algo a dizer: doe seu bichano pra quem o vai amar de verdade. E NUNCA MAIS NA VIDA TENHA BICHINHO NENHUM.

Grata.

2014-05-10 15.01.59

A gente é fofo, mas tá vivo!

Povo, tudo bem? Comigo tudo. Vocês vêm sempre aqui? Pois é, eu não. Mas tô aqui uma vez ou outra. E hoje o motivo é: recebi um e-mail coisa mais querida da Cynthia Ito Machado, lá de Curitiba. Ela compartilhou comigo – e com vocês, óbvio – a história de amor dela com os gatos. E a história dela e do gato Buk é meio parecida com a da Arcise e da Tiffany Vivi, lembram?

Este aqui é o texto dela na íntegra – super bem escrito, diga-se de passagem. Bóra ler?

“Nunca tive muita intimidade com animais de estimação. A mãe não gostava deles e, na infância, tive apenas um canarinho, um periquito australiano e um pequinês que, no primeiro cocô com ‘arrozinhos’ móveis, a mãe doou pra um conhecido. Assim, cresci sem que tal interesse despertasse.

Quando casei, enfrentei verdadeira campanha do meu ex por um pet. Tentamos dois hamsters, mas não deu certo. Então ele passou à artilharia pesada: um gatinho.

Um tanto sistemática e afeita à rotina, precisei amadurecer a ideia na cabeça antes de dar o aval tão esperado. A prima dele tinha um persa e disse que era o gato ideal prum apartamento.

Passamos a procurar pelos pet-shops do bairro. E então teve aquela tarde…

Entrei no pet e perguntei pro japonês. Ele me olhou sem muito entusiasmo: ‘tem um, preto, mas já tá grande’. Pedi pra ver.

Qual não foi minha surpresa quando, seguindo o cara (fdp, com o perdão da palavra) até o fundo da loja, ele abriu a porta de um quartinho escuro, acendeu a luz e vi! Lá estava ele: um persa preto, duns seis meses, com os olhos alaranjados e esbugalhados, tremendo de medo, dentro de uma gaiolinha onde mal dava pra ele se mexer!

Cheguei de mansinho e pedi pro cara abrir a gaiola. Ele colocou-a numa bancada e eu peguei o bichano no colo (essa foi a primeira vez!).

Passei a mão e logo ele começou a ronronar bem forte. Cheirou e cheirou minha cabeça, eu ouvindo aquele barulhinho bom. de repente, lascou uma mordida! Não me assustei, antes achei graça, porque não era forte (depois, descobri que era sua demonstração máxima de carinho, ehehheheheheh).

Ainda assim, não estava convencida. Voltei pra casa e pra minha vida. Na manhã do segundo dia, eu simplesmente não podia tirar a imagem daquele gatinho da cabeça. Levantei resoluta: ‘vamos lá buscar aquele gato!’

Se está lendo, sabe perfeitamente o que aconteceu… Nada mais é preciso contar. Hoje tenho mais duas meninas lindas: a Mimi, que achei na esquina no cemitério e me seguiu por 45 minutos até em casa, e a Meg, uma fofura de angorá que me acorda todo dia pra botar seu café da manhã…

 Desse jeito o buk entrou na minha vida, pra nunca mais sair, mesmo agora, depois de quase dois anos sem ele (morreu aos 9 anos por insuficiência renal), continua presente e nossas memórias e nossos corações.”

Emocionaram? Eu também.

O saudoso Buk, aquele que colocou um ronrom definitivo no coração da Cynthia

O saudoso Buk, aquele que colocou um ronrom definitivo no coração da Cynthia

O Buk e a Mimi, sendo amiguinhos...

O Buk e a Mimi, sendo amiguinhos…

Mimi, sua linda linguaruda!

Mimi, sua linda linguaruda!

 

Meg, sua dengosa, quer o café da manhã agora ou pode ser mais tarde?

Meg, sua dengosa, quer o café da manhã agora ou pode ser mais tarde?

 

 

 

Lembra que uma vez eu tava fazendo vários perfis de gatinhos idosos e seus donos? Então, faz tempo, né? Só pra relembrar, tem o perfil da Claudia e do Cookie, o da Laís e da Pink e o da Adriana e da Lú. Daí que agora vai ter o da Cris e da Peti, mas talvez a Cris me mate  porque acabo de ver que ela me enviou as respostas sobre a sua idosinha APENAS em agosto do ano passado. E eu APENAS até agora não escrevi o texto.

É… meu gato interior, aquele ser preguiçoooooooooso, tem me dominado.

Mas, enfim, vamos falar da Peti, a bebezinha velhinha de 15 anos da Cris, lá de Niterói, RJ. A Cris disse que comprou a Peti, mas que se fosse hoje, adotaria um gato e não compraria. “Cheguei no petshop e vi uma gaiolinha cheia de gatinhas sialatas. Todas fazendo a maior bagunça. A Peti era a que estava no cantinho da gaiola olhando fixamente pra mim. Então, foi a minha escolha (ou será que ela me escolheu?)”. Olha, Cris, acho que a segunda opção é a correta, até porque a gente sabe que não dá pra resistir a esse olhar fixo e pedinte desses nossos babies, né?

A personalidade da Peti? Aquela coisa felina emburradinha mais linda, tipo meu Pam. “Ela só faz o que quer. Só fica no colo quando quer. Se pegá-la à força, ela vai embora emburrada. Se encontra alguém estranho, ela rosna. Não é nem um pouco simpática. Sempre foi assim”. Tem gato que já nasce com personalidade de velhinho, né?

Problemas de saúde? Quase nada. A Cris disse que logo quando trouxe a Peti pra casa da petshop, ela começou a espirrar e ficar com o nariz escorrendo, como se fosse um resfriado. O veterinário diagnosticou como rinotraqueíte, ela foi tratada e ficou novinha em folha. “Pulga ela teve uma vez na vida, quando o vizinho arranjou um cachorro. Deve ter pego no corredor do prédio, numa de suas rondas”.

A Cris não tem cuidados super especiais com ela, além de dar ração de boa qualidade. Ela também é viciadinha em sachê. “Ficou de uns tempos pra cá completamente viciada em sachês de ração. Não pode ver ninguém abrindo a geladeira que já acha que vai ganhar uma porção”. Conheço um laranjão peludo I.GUAL.ZI.NHO.

Se a Cris ama a Peti? Deixa ela responder: “A Peti foi a minha primeira ‘filha’. Hoje tenho dois filhos humanos e a filha felina. Ensino meus filhos a amarem os animais e a Peti é a alegria da casa. Amo demais essa gatinha! É a minha companheirinha, pois sente muito frio e sempre vem se aconchegar nas minhas pernas quando estou enrolada no edredom”.

Alguém aí se identifica?

 

Como que não ama esse zoião azul???

Como que não ama esse zoião azul???

 

A Cris quase não ama...

A Cris quase não ama…

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GATOS SORTUDOS

Na festa de fim de ano da Dialetto, empresa na qual eu trabalho, eu ganhei um cartão presente da Saraiva e resolvi me presentear com livros felinos. Comprei o “Gatos Sortudos”, da Juliana Bussab e da Susan Yamamoto; “Um gato de rua chamado Bob”, do James Bowen; e “Cleo, a história de uma gata sapeca que ajudou a curar uma família”, de Helen Brown.

livros

Bom, depois eu falo dos outros livros, agora vou me restringir ao “Gatos Sortudos”. Eu já queria comprar o livro há algum tempo, porque sigo a ONG Adote um Gatinho, criada pelas autoras do livro, e AMO as histórias que elas postam no Facebook. Aliás, o trabalho da ONG, que fica em São Paulo, é sensacional, resgatando gatinhos e os doando a donos responsáveis.

O livro conta a história de 12 desses gatinhos resgatados, a maioria deles com algum tipo de deficiência devido a maus tratos. Além disso, a gente conhece também a história da ONG, que se confunde com a dos gatinhos.

Quem, como eu, já ama adora idolatra é apaixonado por gatos, não consegue não se emocionar com as histórias. Apesar de serem sofridas, com algum maltrato e descaso, o final feliz supera e a gente chora de dor e de emoção no fim das contas.

Não vou contar as histórias, acho que cada um precisa ler e se identificar da sua forma, mas digo que passei a admirar ainda mais a Juliana e a Susan e até a ter um pouco de vergonha de não fazer nada por esses gatinhos que tanto sofrem nas ruas.

Mas também sei que meu coração não é forte o suficiente, deixo esse trabalho aos mais corajosos. Eu repasso, admiro e encorajo. E, claro, cuido com o maior amor do mundo dos meus dois bebês.

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Gente, o Pinguinho fez 3 aninhos de idade e de convivência conosco entre outubro e novembro, e eu nem fiz homenagem pra ele. Mami ingrata eu, né? Mas aí, já que uma vez, lááááá longe, eu falei sobre umas manias do Pam, manias essas que fazem dele o laranjão peludo patudo gostoso que ele é, agora chegou a vez do Pinguinho, meu piquitico gorduchinho. Então vamos a elas (às manias):

– O seu gato, seu bebê, seu amado, por acaso, fica todo paradinho quando você pega no colo, todo molinho, todo relaxado,
sem nem reclamar?

... tipo assim no colinho do meu papi?

… tipo assim no colinho do meu papi?

– O seu pequeninho PRECISA ficar do seu lado toda vez que você vai no banheiro, inclusive subindo no seu colo enquanto
você faz suas necessidades (ehehehe)?

– O seu neném tem um miadinho todo ansioso toda vez que ficou uns minutinhos longe de você e você chega perto dele?

– O seu gatinho te leva pra uma pia específica da casa (toda vez uma diferente) pra tomar água corrente?

Nessa torneira que eu quero, tá?

Nessa torneira que eu quero, tá?

– Ele mama e ronrona mordendo edredom em cima de você e amassando pãozinho por looooooooongos minutos, fazendo uma massagem bem gostosa?

Prrrrrrrrrrrrrr

Prrrrrrrrrrrrrr

– Seu cotoquinho tem o fuço tão mas tão geladinho que parece um gelinho no meio da carinha?

– Seu pequeno se espreguiça colocando a linguinha pra fora toda vez?

– Ele vai atrás de você em todos os cômodos da casa, ficando sempre do seu lado?

– Ele sobe no seu colo e desliga o seu computador enquanto você está trabalhando?

Cabo trabalho hoje, tá, mami?

Cabo trabalho hoje, tá, mami?

– Ele doooooooorme na sua cama com você até você querer acordar e se você acordar a uma da tarde naquele dia ressaquento,
ele fica dormindo com você até essa hora, sem miar antes?

– O seu pequeninho sobe nas suas costas e se encaixa ali pra dormir no meio da noite, mesmo tendo mais de 6kg e quase te
matando sufocada?

Não, ele não é leve.

Não, ele não é leve.

– O seu bebê AMA se enfiar debaixo do edredom, principalmente se você está com as pernas dobradas, formando um túnel?

– Ele faz questão de encostar uma patinha em você pra dormir?

patinha gotósa

patinha gotósa

– Ele sobe nas prateleiras láááá no alto e depois te chama quando quer descer?

Mami, minhajuda?

Mami, minhajuda?

– Ele primeiro foge das visitas e depois sobe no colo de todo mundo, bem folgado?

– Ele pega sol na pança e deixa você apertá-la?

Pança à vistaaaa

Pança à vistaaaa

– Ele fica na sacada observando o movimento lá embaixo todo interessado?

Curtindo o movimento...

Curtindo o movimento…

– Ele ADORA ficar na posição “galinha chocando”, com as patinhas embaixo do corpo?

Oi. Tô chocando.

Oi. Tô chocando.

– Ele enfia a cabeça inteira dentro do sacão de ração pra comer?

– Ele curte dormir no móvel, junto ao aparelho de DVD e TV a cabo?

– E ele é doido, fissurado, DOENTE por ostras – e por mais nenhuma comida “humana”?

– E assim… ele é lindo, ele é perfeitinho, ele é redondinho, ele é fofo e ele é o gato mais querido do mundo, vindo diretamente do Estreito, parte continental de Floripa? Ele um dia foi um ratinho magrinho fedidinho pulguento e hoje é o gato mais maravilhoso do mundo? Isso não né? Eheheh. Porque esse é o meu Pingo. Só meu (e do marido. E das visitas. E…).

Parabéns, meu frajolícia!!

Eu demoro, mas não ignoro (dãr). Então, depois de meeeeeses que a Adriana me mandou a história da sua idosinha, aí vou eu contá-la.

Bom, a gata da Adriana, lá de Manaus, se chama Lú, e ela tem 15 anos. A Adriana pegou a Lú bem filhotinha, de uma conhecida da sua mãe que estava doando filhotinhos da sua gata. Eu perguntei pra Adriana se a Lú mudou com a idade, e ela disse que sim, que ela era muito tranquila, na dela, e não curtia visitas. Mas que recentemente está mais carente, querendo mais colo e, claro dormindo mais. Mas, mesmo assim, ela garante que a Lú ainda brinca e corre.

Acho que tem um probleminha que é recorrente em gatos idosos, pelo que eu percebo conversando com donos deles: a falta de apetite ou a “frescura” pra comer. Ou seja, eles escolhem determinados alimentos e só querem comer aquilo, e mesmo com fome, não comem outra coisa por nada. A Adriana disse que foi assim também com a Lú, que ela precisava comer ração terapêutica por conta de ureia e creatinina altas (que já foram revertidas), e que no início ela até comeu, mas depois parou e perdeu muito peso. Assim, a Adriana teve que ir atrás de outra ração, que não fizesse com que os problemas voltassem, mas que também fosse apetitosa pra Lú. E ela encontrou uma para gatos com mais de 12 anos – eu já tentei váááárias e o Pam não come de jeito nenhum. Aliás, agora ele tá numas de só comer ração pastosa. Posso??

Agora, vamos falar de amor? Essa parte eu deixo pra Adriana: “Somos muito ligadas. Não a chamaria de filha, pois somos mais que isso. Ela é minha companheira, que esteve ao meu lado em momentos muito difíceis. Era dela e dos meus outros gatos que tinha conforto emocional. Temos uma linda história juntas. E ela estava lá nos grandes marcos da minha vida”. Precisa dizer mais?

A Adriana e a Lú. Eu achei elas parecidas, não são?

A Adriana e a Lú. Eu achei elas parecidas, não são?

Lú debutando, eheheh

Lú debutando, eheheh

A Lú num momento relax

A Lú num momento relax

 

 

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Oi. Tudo bem?

Então, às vezes eu apareço por aqui. E desta vez o motivo é bem legal. É que estava eu olhando os e-mails do blog e aí que recebi uma história super mega demais da conta. É a história da Arcise, que há um ano vive com sua gatinha, a Tiffany Vivi. Eu geralmente conto as histórias com as minhas palavras e tal, mas a Arcise mandou um texto tão dela e tão gostoso e tão lindo que eu não posso me intrometer. Acho que vocês concordarão:

“Há um ano apareceu uma gatinha dentro do meu carro, mas a história de vida da Tiffany não foi tão simples assim, vamos lá…
No dia 06/07/2012 um vendedor de sinal perguntou se eu tinha gato, com a minha negativa ele disse: mas eu ouvi um miado, no qual eu retruquei imediatamente: nem pensar, tenho medo, pavor, pânico. Eis que no sábado dia 09/07/2012 ao abrir o porta malas do meu carro para colocar os presentes de aniversário do meu sobrinho-afilhado Sthéfano me deparo com uma gatinha filhotinho magra com fome e sede, a minha irmã a pegou, subiu com ela para o apartamento, fez leite e eu assimilando tudo aquilo, só poderia ter sido no lava-jato que ela entrou.

Apesar de apenas 3 meses (segundo o vet) eu tinha medo e nojo dela, eu tocava nela e lavava a mão, tocava e lavava, não permitia ela nos quartos e o lugarzinho dela era a parte dos fundos do apartamento, bastava um rosnado para eu sair correndo aliás não sei porque a Tiffany veio com um defeito de fábrica ela é super ultra mega giga power plus arisca e morde a mãe ou qualquer um que queira fazer carinho fora de hora.

A primeira grande briga com a minha irmã foi por causa do nome eu queria alguma coisa relacionada a filmes infantis totalmente sem criatividade tipo: garfilda, simba, pinóquia, nema… depois de vários nãos, credo, que horror aceitei a sugestão de um amigo o Helder padrinho da Tiffany e ainda escolheu desse jeitinho patricinha com 2 efes e com ipisilon.

Depois de tantas peraltices ela virou Tiffany Vivi (vivi de sobrevivi). As nojices acabaram, a paciência em educá-la também, nem a Arcicracia funcionou, muito pelo contrário a Arcicracia caiu em desuso e a Tiffanycracia assumiu o império. Faz o que quer, como quer, na hora que quer, dorme 16 horas por dia e fica acordada justamente na minha hora de dormir,é o meu despertador, mas também existe regras e cantinho da disciplina né senão comeria doces, comida de gente e vivia suja pois adora se esfregar na sujeira de uma varrida de casa, odeia banho, nunca precisou ser ensinada a usar o banheiro e é super limpinha, adora televisão e desenho, fica prestando uma atenção de forma incrível. Já fez 3 cirurgias e tá 100% curada. Tentei educá-la com borrifador de água ou palmas no pé do ouvido, mas depois parei porque achei muito humilhante.

O que sinto por ela? AMOR, tem muitas pessoas que criticam e censuram meu amor por ela é como se eu gostasse mais dela que de humanos é como se eu preferisse a gata a uma criança, quer que eu responda com sinceridade? eu prefiro todos que eu amo, não meço meu amor, AMOR não tem contraindicação, AMOR não é competição nem comparação. AMOR é AMOR, sentimento que brota no fundo do peito e que nos faz feliz. Tiffany Vivi você colore a minha vida e eu tenho certeza que nesse 1 ano de convivência eu me tornei uma pessoa melhor, mais paciente, mais humana e mais feliz. Te amo minha periquitinha!

Arcise Câmara”

arcise

Thiffany Vivi, a “periquitinha” da Arcise

 

E então, enxugaram as lágrimas?? É que tem mais um textinho que a Arcise mandou, dando um toque para aquelas pessoas que “acham” que odeiam gatos (na minha opinião, elas nunca conviveram com um e, portanto, não podem afirmar o que desconhecem):

“Acho de uma deselegância, você acaba de revelar que tem gato, que ama gato, que sua gata é a coisa mais maravilhosa do mundo e a pessoa diz: eu odeio gatos. Soa para mim como um punhal cravado no peito. Exagerada? Talvez, mas eu internalizo como se eu dissesse: Eu tenho filhos e a pessoa respondesse: eu odeio filhos. Quase sempre, quem odeia gatos, nunca os tiveram, eles são compostos por pêlos, miados e amor. São independentes e inteligentes, um pouco teimosos e manhosos, mas que somando as qualidades e diminuindo os defeitos o saldo é positivo, aliás o saldo é incrível, o melhor saldo que alguém poderia ter na conta.

Amor é amor, acho engraçado também como pessoas tão apegadas a outros animais, como o cachorro, por exemplo, podem odiar gatos. Talvez você possa preferir cachorros, simpatizar com cachorros, mas dizer odeio gatos e amo cachorros pode ter uma linha controvérsia no meio do caminho. Eu tenho um bichinho, o amo, o respeito e não respeito o bichinho do outro porque não é o mesmo bicho que o meu. Pra gostar de cachorros não é necessário odiar gatos nem vice-versa, nem versa e vice.”

 

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