Articles by Cris

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A VELHICE FELINA

Muita gente sabe que eu amo o Mele (Pam), que o Mele é o meu amor e que esse amor dura quase 19 anos… Sabe também que ele já passou por alguns perrengues na vida, como ter caído do sétimo andar e ter tido uma hepatite. Mas ele passou por isso de boas, com sua ranzinice contumaz e os mimos da mami. E agora ele tá passando por outra grande provação na vida: a velhice felina. Aliás, ele e eu. Porque, olha, tenho orgulho dele ter essa idade que tem, de ainda ter uma vida ativa, na medida do possível, e por dar e receber amor, mas não é nada fácil ser velho. E não é nada fácil cuidar de velho. De verdade.

E todo mundo deve achar ai que lindo, quanto amor envolvido, quanta dedicação. E é. Principalmente dedicação. E é disso também que eu quero falar agora, principalmente porque passei o dia limpando xixi, dando banho nele com paninho úmido e tentando não me jogar junto com ele aqui do quinto andar. Brinks, gente, não me chamem de assassina, por favor. O que eu quero dizer e, repetindo o que já disse acima é que, de verdade, não é fácil.

O velhinho e a sua casinha

Tudo bem que eu nunca fui uma pessoa muito viajante e depois que casei fiquei mais caseira ainda. Mas até pra visitar minha família a duas horas daqui eu já fico com o coração na mão. Porque eu tenho quem cuide dele, mas e se não souber o que ele quer? E se ele tem algum piripaque bem quando eu não tô em casa? E se ele se machucar de alguma forma e ninguém ver? E se, e se, e se? Os gatos são sim independentes, mas muito amáveis, e na velhice eles precisam muito da gente. O Pam ficou mais manhoso, mais ranzinza, mais mimado e muito mais carente.

Velhice felina: vivendo (muito!) e aprendendo

O sinal mais evidente da velhice felina do Pam foi o emagrecimento. O apetite diminuiu. Ele gosta muito de comer, graças a Deus! Mas ele ficou muito mais seletivo e come em pequenas quantidades. Às vezes vomitava (por algum motivo, ele nunca mais vomitou). E eu dava remédio pro fígado e também um tipo Omeprazol. Mas os vômitos aconteciam. Exames, exames, exames. Fígado ruim, rim ruim. Nada tratável porque não tem doença. Mas a alimentação ajuda a desacelerar os sintomas. E dá-lhe comprar ração específica urinária e hepática. Caríssimas. E tem que ser sachê. Ele só come sachê atualmente. Primeiro dia: comeu horrores. Segundo: um pouco. Terceiro: não quer mais saber. Eu já tentei reintroduzir rações especiais várias vezes, mas ele simplesmente enjoa e não come nada. E não comer nada para um gato idoso (qualquer gato, na verdade, mas idoso é pior) é péssimo. Ele pode ter lipidose hepática e morrer em pouquíssimo tempo.

Depois, a visão começou a deteriorar. Ele começou a se bater nas coisas, ficar meio perdido. Mas não tem catarata. Também não tratável. Velhice felina. Depois, ele começou a andar esquisito. Artrite, artrose, etc. Os pelos ficam feios, sem brilho, embaraçam muito facilmente, as orelhas sempre sujíssimas. E a gente sempre limpando, lavando, ajudando, amando.

E tem o bafo! Meu Deus o bafo! Anos de acúmulo de tártaro (não, eu nunca fiz limpeza nele porque precisava anestesiar e eu nunca quis). E ele tem todos os dentes. Com 18 anos e 10 meses ele tem TODOS OS DENTES. Mas que bafo de onça! Se ele abre a boca, tem que sair de perto. Fedorentinho da mami!

E as unhas? Crescem grossas, ele não afia mais direito, não deixa cair, algumas vezes elas cresceram tanto que enfiaram na almofadinha das patas. O que mami tem que fazer? Cortar sempre e estar sempre de olho. Não preciso dizer que elas estão sempre sujismundas também, né?

E tem a demência. Sim, ele tem uma certa demência. Ele mia muito. E por nada. Nada mesmo. Ele se perde. Parece que às vezes ele não sabe quem ele é. E eu pego no colo e dou carinho e lembro que ele é meu Mele muito amado. E faço ele dormir no edredom no meio das minhas pernas. E ele dorme ronronando.

E tem também as pessoas. As pessoas são a parte mais chata. “Ai, que dó, como tá velhinho, né?” “Ai, ele não enxerga? Ai, que pecado” “Esse já tá indo né?”. Affffffffff!

Sustos sustos e mais sustos

Há algum tempo, ele teve um tumor do lado do olho. Fiquei doida, pensei fodeu, câncer, perdi o Mele. Levei na onco, não dava pra saber se era se não era. Fizemos uma cacetada de exames pra ver se poderíamos tirar o tumor. Não podia. Por quê? Rim ruim, fígado também e, principalmente, coração. Provavelmente ele não aguentaria uma anestesia geral (e, sim, tem que ser geral). Mas a onco me confortou e disse que mesmo que o tumor fosse maligno, ele super provavelmente não morreria disso. Ou seja, tava tudo tão podre que algo iria matá-lo antes. Acho que isso faz dois anos. E ele tá aí ainda. E sabe o que mais? O tumor dele diminuiu e secou. Eeeeeeeeeee.

E há alguns meses ele tá fazendo xixi com sangue. Pensa numa mãe apavorada! E fizemos exames e mais exames. Ele não tem infecção. Ele tem cristais na bexiga. Como resolve? Alimentação. Só um tipo de ração urinária que dissolve sei lá das quantas. Nada mais. Ele come? Um dia, dois, sim. No terceiro? Não mais. O que fazer? Nada.

E aí que ele faz xixi com sangue em vários lugares da casa agora – não é todo dia que o xixi dele tem sangue, mas é bem frequente. E não é por incontinência, é por… não sei, não sabemos. Mas o pé da minha cama, os tapetes dos banheiros e qualquer roupa, calçado, toalha, etc. que estiver no chão, é tudo caixa de areia do Mele (inclusive a própria caixa de areia). Tipo gato não castrado na fase de demarcar território. Só que o território já é bem dele há quase 19 anos.

Bom, e além do xixi na casa, tem o cheiro de xixi nele, porque ele não se limpa mais quase nada. E fica com cheiro impregnado. Eu tenho dado muitos banhos, mas pensa um velho ranzinza tomando banho. É desesperador. Então procuro passar paninhos úmidos sempre pra não fazer o véio sofrer. Mas ele odeia também. E berra. Porque ele é assim. Véio, todo ferrado, mas sempre dando ordem.

Por que eu fiz esse texto?

Gente, eu fiz esse texto pra todo mundo pensar bem que ter um gato (ou qualquer bichinho) é tipo ter um filho. Mesmo. E a velhice felina pode ser bastante estressante. Eu já vi muita gente doando ou abandonando os gatos na velhice porque “dá muito trabalho”. Obviamente tenho vontade de pegar pelo pescoço porque olha, se a pessoa não tem amor por um ser que viveu mais de uma dezena de anos ao seu lado, é bom que passe dessa pra melhor de uma vez, viu? Arrombados!

Mas eu tô reclamando? Tô. Um pouquinho só, tá, porque hoje eu tô bem injuriada porque o xixi do Pam impregnou embaixo da minha cama e tá foda meio apodrecendo e não quero falar disso, ahahaha. E enquanto eu faço esse texto, ele quis entrar no meu quarto (tinha jurado há 5 minutos que nunca mais) e ele tá dormindo ali em cima da minha cama e eu tô de oio no pimpoio pra que ele não vá sorrateiramente mijar no pé da cama (sim, ele é um véio safado).

A conclusão é que a velhice felina é cansativa, é foda, mas é uma delícia ter um bebê véio do seu lado, vivendo o máximo que pode porque ama o seu amor. E eu amo o amor dele.

 

 

Oi, gente, venho por meio desta dizer que às vezes volto e que o Pam, o Pâmelo, o Mele está oficialmente com 17 aninhos… Velhinho? Siiiiiiiiim, velhinho, cheio de manias, com algumas dificuldades, mas MUITO MUITO MUITO MUITO AMADO.

Então, como se eu já não me declarasse suficientemente pra ele, resolvi compartilhar com vocês meu amor mais um pouquinho (porque né, às vezes explode e a gente tem que passar adiante pra não ter um treco).

cheirinho mele

Oi, eu sou o Mele e tô ganhando cheirinho

Assim, o Mele, hoje em dia, é grude. Ele não era, agora é. Eu e meu marido trabalhamos em casa, por isso ele pode nos fazer de gato e sapato. Então, ele mia enlouquecido de umas duas em duas horas. Pra quê? Pra colocar uma raçãozinha sachê (bem pouquinho, porque ele come de pouquinho em pouquinho) fresquinha. Ou, simplesmente, pra nada, pra dar uma atenção porque ele fica com tédio.

Tá, daí tem a miação das 16h30, 17h. Essa é mais focada: ele precisa que EU vá deitar um pouco com ele. Como é? Assim. Eu tenho que ir pra minha cama, colocar o edredom em cima das minhas pernas, abrir um pouco as pernas pra ele se encaixar. Daí pronto, ele dorme ronronando. E eu saio de fininho e volto pro escritório. Tipo fazer neném dormir, sabe? É, pois é. Um neném de 17 anos.

Outra coisa. Ele é manco há anos por conta de uma queda do sétimo andar. Ele agora tá meio ceguinho, então se perde às vezes no meio da casa e dá umas cabeçadas. Maaaaaaaaaaaasss, se eu for fazer qualquer coisa na cozinha, ele sai DE ONDE ESTIVER (pode ser de um gostoso sono profundo) e vai correndo atrás de mim. Eu e meu marido o chamamos de stalker nessa hora. E ele, manco, parece que vai trotando, tipo um cavalinho.

Aí, eu abro a geladeira. Ele apenas enfia o fuço dentro pra cheirar o que tem de rango. Quase nunca é coisa para felinos, mas ele precisa ter certeza. Daí lá vai eu cozinhar um peito de frango ou uma carne magra pra dar um pouquinho pra criança. Quando não tem, vai um pouco de iogurte, ervilha, presunto, queijo, o que tiver e ele queira comer. Véio mimado é assim mesmo.

melefuçosujo

Comi iogurte e meu fuço tá sujo

E… se eu tô cozinhando, aí ele fica doido, mesmo sem ter o que ele gosta. Se tem o que ele gosta, tipo CARNE, aí pronto, enlouquece. Aperta meu pé com a patinha, sobe nas minhas pernas, se estica todo e a cauda treme bem doida ahahahaha. CLARO que ele acaba ganhando uma carninha, né? Afinal, era pra ele comer ração renal, mas não tem jeito, então dou o que ele quiser. Viver os últimos anos de boas, né?

melepatinha

Mami, mim dá isso aí que ce tá cozinhando?

Então, a vida do Mele é mais ou menos essa. Mimadinho, gostosinho, cheirosinho e velhinho magricelinho. Sempre com muito amor, muito dengo e, agora, mais do que nunca (como diria Faustão), com MUITO MUITO MUITO MIMO.

Mele, a mami ama mais do mundo!!! Parabéns pelos 17 aninhos!!!

Olá, gente, faz tempo, né? Pois é, eu sei… É que, de verdade, falta tempo pra mim, e agora é sério, não é desculpinha não. Massssssssssss…. meta para 2015: dar uma atualizadinha básica no brógui vez ou outra. Afinal, nossos meles merecem, né?

E hoje eu ressurgi das cinzas pra mostrar uma historinha que eu recebi por e-mail (pois não preciso escrever nada, já que a história tá prontinha). É uma história de amor. De uma pessoa por um gato e vice-versa. Daquelas que a gente tanto conhece, mas não cansa de ler. Taí proceis:

“Oi Cristine

Meu nome é Eliane….vi seu blog e eu gostei da materia do não adote o gato.
Mas eu fiz o contrario….adotei um…me apaixonei a primeira vista.
Não tive nenhum trabalho; é tão limpinho..sempre, desde quando chegou faz suas
necessidades da bacias e exige limpeza….chego a trocar areias três vezes em 24hs, rsrs
Ele fica miando bem forte….quando troco a areia ele usa logo….
Devolver?
Nunca!
Ele tem três meses e 15 dias…. e esta comigo a 1 mês e 28 dias… amoooo demais….já nem sem viver
sem ele!
Minha Amiga Manu disse que ele é um gato de sorte…..Respondi a ela que eu tenho sorte de ter o Léo….
Meu gato tem deixado os meus dias mais alegres e momentos inesquecivéis!
Já está com as vacinas em dias….já tem veterinário particular….e já viajou comigo
no ano novo….
Bjoquinhas minhas e um lambeijo do Léo”

 

E, claaaaaaaaro que vamos ilustrar a história com algumas fotinhas, né?

 

Mami, amo seu cabelo!

Mami, amo seu cabelo!

Nanando...

Nanando…

O que você quer com o MEU arranhador?

O que você quer com o MEU arranhador?

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Gente, o Pam, neste mês, está fazendo 16 aninhos. Sei que muita gente já sabe e deu os parabéns lá no Face. E a gente ficou super ultra mega feliz! Como vocês já sabem tuuuuuuuuuudo sobre ele, não vale a pena eu ficar repetindo o quanto ele é lindo maravilhoso gostoso ranzinza laranjão do amor. Então, apenas postarei duas IBAGENS.

melão

Obrigada por me amarem, humanos!

pam

Essa mami minhama tanto…

 

Beju!!!!

Gente! Venho por meio desta dizer-lhes que fico muito #xatiada quando recebo e-mails do tipo “O que eu faço com meu gato que arranha os móveis? Se continuar assim, vou ter que doá-lo!!!”. Isso porque, analisemos. 1. Tudo bem em querer saber dicas de como fazer o gato parar de arranhar móveis, afinal, ninguém é obrigado a achar lindo o gato arranhar e fazer xixi e blablalbal pela casa toda. somos desapegados, porém, nem tanto. Agora 2. Isso é motivo pra doar o gato?

E, assim, tem gente que me faz esse tipo de pergunta quando o gato tem uns 3, 4 anos já! Gente, vocês se apegam ao móvel da sala e não ao gato que mora com você e te considera uma mãe/pai há 4 anos? Uma dica: tem muita coisa errada com a sua pessoa. Aconselho: psiquiatra.

Tá, peguei pesado. Mas, sério, gente, faz isso não. Ou não adota, não compra, não pega da rua. Fica sem gato, sem cachorro, sem filho. Compra um bichinho de pelúcia, um tamagotchi. Aquele Pou, sabe? Do celular? Mais fácil. Não dá tanto trabalho. Nem amor.

Mas é verdade, povo. Enquanto todo mundo diz ADOTE! eu venho aqui dizer PERAÍ, PENSA BEM. Porque gato é ser vivo – e bem vivo!!! – e faz um monte de arte. E pra ensinar tem que ter paciência e amor. E tem que reservar tempo pra ele e limpar a caixinha e dar comidinha e fazer carinho e ouvir miados injuriados e também ronrons de amor e dar remédio e levar no veterinário e às vezes até dar banho! Sério. Não é tão simples assim. E devolver? Devolver? Doar porque não quer mais? Cansou? Você devolveria seu filho?

Sério. Não entendo. Pra vocês, só tenho algo a dizer: doe seu bichano pra quem o vai amar de verdade. E NUNCA MAIS NA VIDA TENHA BICHINHO NENHUM.

Grata.

2014-05-10 15.01.59

A gente é fofo, mas tá vivo!

Povo, tudo bem? Comigo tudo. Vocês vêm sempre aqui? Pois é, eu não. Mas tô aqui uma vez ou outra. E hoje o motivo é: recebi um e-mail coisa mais querida da Cynthia Ito Machado, lá de Curitiba. Ela compartilhou comigo – e com vocês, óbvio – a história de amor dela com os gatos. E a história dela e do gato Buk é meio parecida com a da Arcise e da Tiffany Vivi, lembram?

Este aqui é o texto dela na íntegra – super bem escrito, diga-se de passagem. Bóra ler?

“Nunca tive muita intimidade com animais de estimação. A mãe não gostava deles e, na infância, tive apenas um canarinho, um periquito australiano e um pequinês que, no primeiro cocô com ‘arrozinhos’ móveis, a mãe doou pra um conhecido. Assim, cresci sem que tal interesse despertasse.

Quando casei, enfrentei verdadeira campanha do meu ex por um pet. Tentamos dois hamsters, mas não deu certo. Então ele passou à artilharia pesada: um gatinho.

Um tanto sistemática e afeita à rotina, precisei amadurecer a ideia na cabeça antes de dar o aval tão esperado. A prima dele tinha um persa e disse que era o gato ideal prum apartamento.

Passamos a procurar pelos pet-shops do bairro. E então teve aquela tarde…

Entrei no pet e perguntei pro japonês. Ele me olhou sem muito entusiasmo: ‘tem um, preto, mas já tá grande’. Pedi pra ver.

Qual não foi minha surpresa quando, seguindo o cara (fdp, com o perdão da palavra) até o fundo da loja, ele abriu a porta de um quartinho escuro, acendeu a luz e vi! Lá estava ele: um persa preto, duns seis meses, com os olhos alaranjados e esbugalhados, tremendo de medo, dentro de uma gaiolinha onde mal dava pra ele se mexer!

Cheguei de mansinho e pedi pro cara abrir a gaiola. Ele colocou-a numa bancada e eu peguei o bichano no colo (essa foi a primeira vez!).

Passei a mão e logo ele começou a ronronar bem forte. Cheirou e cheirou minha cabeça, eu ouvindo aquele barulhinho bom. de repente, lascou uma mordida! Não me assustei, antes achei graça, porque não era forte (depois, descobri que era sua demonstração máxima de carinho, ehehheheheheh).

Ainda assim, não estava convencida. Voltei pra casa e pra minha vida. Na manhã do segundo dia, eu simplesmente não podia tirar a imagem daquele gatinho da cabeça. Levantei resoluta: ‘vamos lá buscar aquele gato!’

Se está lendo, sabe perfeitamente o que aconteceu… Nada mais é preciso contar. Hoje tenho mais duas meninas lindas: a Mimi, que achei na esquina no cemitério e me seguiu por 45 minutos até em casa, e a Meg, uma fofura de angorá que me acorda todo dia pra botar seu café da manhã…

 Desse jeito o buk entrou na minha vida, pra nunca mais sair, mesmo agora, depois de quase dois anos sem ele (morreu aos 9 anos por insuficiência renal), continua presente e nossas memórias e nossos corações.”

Emocionaram? Eu também.

O saudoso Buk, aquele que colocou um ronrom definitivo no coração da Cynthia

O saudoso Buk, aquele que colocou um ronrom definitivo no coração da Cynthia

O Buk e a Mimi, sendo amiguinhos...

O Buk e a Mimi, sendo amiguinhos…

Mimi, sua linda linguaruda!

Mimi, sua linda linguaruda!

 

Meg, sua dengosa, quer o café da manhã agora ou pode ser mais tarde?

Meg, sua dengosa, quer o café da manhã agora ou pode ser mais tarde?

 

 

 

Lembra que uma vez eu tava fazendo vários perfis de gatinhos idosos e seus donos? Então, faz tempo, né? Só pra relembrar, tem o perfil da Claudia e do Cookie, o da Laís e da Pink e o da Adriana e da Lú. Daí que agora vai ter o da Cris e da Peti, mas talvez a Cris me mate  porque acabo de ver que ela me enviou as respostas sobre a sua idosinha APENAS em agosto do ano passado. E eu APENAS até agora não escrevi o texto.

É… meu gato interior, aquele ser preguiçoooooooooso, tem me dominado.

Mas, enfim, vamos falar da Peti, a bebezinha velhinha de 15 anos da Cris, lá de Niterói, RJ. A Cris disse que comprou a Peti, mas que se fosse hoje, adotaria um gato e não compraria. “Cheguei no petshop e vi uma gaiolinha cheia de gatinhas sialatas. Todas fazendo a maior bagunça. A Peti era a que estava no cantinho da gaiola olhando fixamente pra mim. Então, foi a minha escolha (ou será que ela me escolheu?)”. Olha, Cris, acho que a segunda opção é a correta, até porque a gente sabe que não dá pra resistir a esse olhar fixo e pedinte desses nossos babies, né?

A personalidade da Peti? Aquela coisa felina emburradinha mais linda, tipo meu Pam. “Ela só faz o que quer. Só fica no colo quando quer. Se pegá-la à força, ela vai embora emburrada. Se encontra alguém estranho, ela rosna. Não é nem um pouco simpática. Sempre foi assim”. Tem gato que já nasce com personalidade de velhinho, né?

Problemas de saúde? Quase nada. A Cris disse que logo quando trouxe a Peti pra casa da petshop, ela começou a espirrar e ficar com o nariz escorrendo, como se fosse um resfriado. O veterinário diagnosticou como rinotraqueíte, ela foi tratada e ficou novinha em folha. “Pulga ela teve uma vez na vida, quando o vizinho arranjou um cachorro. Deve ter pego no corredor do prédio, numa de suas rondas”.

A Cris não tem cuidados super especiais com ela, além de dar ração de boa qualidade. Ela também é viciadinha em sachê. “Ficou de uns tempos pra cá completamente viciada em sachês de ração. Não pode ver ninguém abrindo a geladeira que já acha que vai ganhar uma porção”. Conheço um laranjão peludo I.GUAL.ZI.NHO.

Se a Cris ama a Peti? Deixa ela responder: “A Peti foi a minha primeira ‘filha’. Hoje tenho dois filhos humanos e a filha felina. Ensino meus filhos a amarem os animais e a Peti é a alegria da casa. Amo demais essa gatinha! É a minha companheirinha, pois sente muito frio e sempre vem se aconchegar nas minhas pernas quando estou enrolada no edredom”.

Alguém aí se identifica?

 

Como que não ama esse zoião azul???

Como que não ama esse zoião azul???

 

A Cris quase não ama...

A Cris quase não ama…

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GATOS SORTUDOS

Na festa de fim de ano da Dialetto, empresa na qual eu trabalho, eu ganhei um cartão presente da Saraiva e resolvi me presentear com livros felinos. Comprei o “Gatos Sortudos”, da Juliana Bussab e da Susan Yamamoto; “Um gato de rua chamado Bob”, do James Bowen; e “Cleo, a história de uma gata sapeca que ajudou a curar uma família”, de Helen Brown.

livros

Bom, depois eu falo dos outros livros, agora vou me restringir ao “Gatos Sortudos”. Eu já queria comprar o livro há algum tempo, porque sigo a ONG Adote um Gatinho, criada pelas autoras do livro, e AMO as histórias que elas postam no Facebook. Aliás, o trabalho da ONG, que fica em São Paulo, é sensacional, resgatando gatinhos e os doando a donos responsáveis.

O livro conta a história de 12 desses gatinhos resgatados, a maioria deles com algum tipo de deficiência devido a maus tratos. Além disso, a gente conhece também a história da ONG, que se confunde com a dos gatinhos.

Quem, como eu, já ama adora idolatra é apaixonado por gatos, não consegue não se emocionar com as histórias. Apesar de serem sofridas, com algum maltrato e descaso, o final feliz supera e a gente chora de dor e de emoção no fim das contas.

Não vou contar as histórias, acho que cada um precisa ler e se identificar da sua forma, mas digo que passei a admirar ainda mais a Juliana e a Susan e até a ter um pouco de vergonha de não fazer nada por esses gatinhos que tanto sofrem nas ruas.

Mas também sei que meu coração não é forte o suficiente, deixo esse trabalho aos mais corajosos. Eu repasso, admiro e encorajo. E, claro, cuido com o maior amor do mundo dos meus dois bebês.

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Gente, o Pinguinho fez 3 aninhos de idade e de convivência conosco entre outubro e novembro, e eu nem fiz homenagem pra ele. Mami ingrata eu, né? Mas aí, já que uma vez, lááááá longe, eu falei sobre umas manias do Pam, manias essas que fazem dele o laranjão peludo patudo gostoso que ele é, agora chegou a vez do Pinguinho, meu piquitico gorduchinho. Então vamos a elas (às manias):

– O seu gato, seu bebê, seu amado, por acaso, fica todo paradinho quando você pega no colo, todo molinho, todo relaxado,
sem nem reclamar?

... tipo assim no colinho do meu papi?

… tipo assim no colinho do meu papi?

– O seu pequeninho PRECISA ficar do seu lado toda vez que você vai no banheiro, inclusive subindo no seu colo enquanto
você faz suas necessidades (ehehehe)?

– O seu neném tem um miadinho todo ansioso toda vez que ficou uns minutinhos longe de você e você chega perto dele?

– O seu gatinho te leva pra uma pia específica da casa (toda vez uma diferente) pra tomar água corrente?

Nessa torneira que eu quero, tá?

Nessa torneira que eu quero, tá?

– Ele mama e ronrona mordendo edredom em cima de você e amassando pãozinho por looooooooongos minutos, fazendo uma massagem bem gostosa?

Prrrrrrrrrrrrrr

Prrrrrrrrrrrrrr

– Seu cotoquinho tem o fuço tão mas tão geladinho que parece um gelinho no meio da carinha?

– Seu pequeno se espreguiça colocando a linguinha pra fora toda vez?

– Ele vai atrás de você em todos os cômodos da casa, ficando sempre do seu lado?

– Ele sobe no seu colo e desliga o seu computador enquanto você está trabalhando?

Cabo trabalho hoje, tá, mami?

Cabo trabalho hoje, tá, mami?

– Ele doooooooorme na sua cama com você até você querer acordar e se você acordar a uma da tarde naquele dia ressaquento,
ele fica dormindo com você até essa hora, sem miar antes?

– O seu pequeninho sobe nas suas costas e se encaixa ali pra dormir no meio da noite, mesmo tendo mais de 6kg e quase te
matando sufocada?

Não, ele não é leve.

Não, ele não é leve.

– O seu bebê AMA se enfiar debaixo do edredom, principalmente se você está com as pernas dobradas, formando um túnel?

– Ele faz questão de encostar uma patinha em você pra dormir?

patinha gotósa

patinha gotósa

– Ele sobe nas prateleiras láááá no alto e depois te chama quando quer descer?

Mami, minhajuda?

Mami, minhajuda?

– Ele primeiro foge das visitas e depois sobe no colo de todo mundo, bem folgado?

– Ele pega sol na pança e deixa você apertá-la?

Pança à vistaaaa

Pança à vistaaaa

– Ele fica na sacada observando o movimento lá embaixo todo interessado?

Curtindo o movimento...

Curtindo o movimento…

– Ele ADORA ficar na posição “galinha chocando”, com as patinhas embaixo do corpo?

Oi. Tô chocando.

Oi. Tô chocando.

– Ele enfia a cabeça inteira dentro do sacão de ração pra comer?

– Ele curte dormir no móvel, junto ao aparelho de DVD e TV a cabo?

– E ele é doido, fissurado, DOENTE por ostras – e por mais nenhuma comida “humana”?

– E assim… ele é lindo, ele é perfeitinho, ele é redondinho, ele é fofo e ele é o gato mais querido do mundo, vindo diretamente do Estreito, parte continental de Floripa? Ele um dia foi um ratinho magrinho fedidinho pulguento e hoje é o gato mais maravilhoso do mundo? Isso não né? Eheheh. Porque esse é o meu Pingo. Só meu (e do marido. E das visitas. E…).

Parabéns, meu frajolícia!!

Eu demoro, mas não ignoro (dãr). Então, depois de meeeeeses que a Adriana me mandou a história da sua idosinha, aí vou eu contá-la.

Bom, a gata da Adriana, lá de Manaus, se chama Lú, e ela tem 15 anos. A Adriana pegou a Lú bem filhotinha, de uma conhecida da sua mãe que estava doando filhotinhos da sua gata. Eu perguntei pra Adriana se a Lú mudou com a idade, e ela disse que sim, que ela era muito tranquila, na dela, e não curtia visitas. Mas que recentemente está mais carente, querendo mais colo e, claro dormindo mais. Mas, mesmo assim, ela garante que a Lú ainda brinca e corre.

Acho que tem um probleminha que é recorrente em gatos idosos, pelo que eu percebo conversando com donos deles: a falta de apetite ou a “frescura” pra comer. Ou seja, eles escolhem determinados alimentos e só querem comer aquilo, e mesmo com fome, não comem outra coisa por nada. A Adriana disse que foi assim também com a Lú, que ela precisava comer ração terapêutica por conta de ureia e creatinina altas (que já foram revertidas), e que no início ela até comeu, mas depois parou e perdeu muito peso. Assim, a Adriana teve que ir atrás de outra ração, que não fizesse com que os problemas voltassem, mas que também fosse apetitosa pra Lú. E ela encontrou uma para gatos com mais de 12 anos – eu já tentei váááárias e o Pam não come de jeito nenhum. Aliás, agora ele tá numas de só comer ração pastosa. Posso??

Agora, vamos falar de amor? Essa parte eu deixo pra Adriana: “Somos muito ligadas. Não a chamaria de filha, pois somos mais que isso. Ela é minha companheira, que esteve ao meu lado em momentos muito difíceis. Era dela e dos meus outros gatos que tinha conforto emocional. Temos uma linda história juntas. E ela estava lá nos grandes marcos da minha vida”. Precisa dizer mais?

A Adriana e a Lú. Eu achei elas parecidas, não são?

A Adriana e a Lú. Eu achei elas parecidas, não são?

Lú debutando, eheheh

Lú debutando, eheheh

A Lú num momento relax

A Lú num momento relax

 

 

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