ELIANE E LÉO, MAIS UMA HISTÓRIA DE AMOR FELINO

Olá, gente, faz tempo, né? Pois é, eu sei… É que, de verdade, falta tempo pra mim, e agora é sério, não é desculpinha não. Massssssssssss…. meta para 2015: dar uma atualizadinha básica no brógui vez ou outra. Afinal, nossos meles merecem, né?

E hoje eu ressurgi das cinzas pra mostrar uma historinha que eu recebi por e-mail (pois não preciso escrever nada, já que a história tá prontinha). É uma história de amor. De uma pessoa por um gato e vice-versa. Daquelas que a gente tanto conhece, mas não cansa de ler. Taí proceis:

“Oi Cristine

MAIS UMA LOVE STORY DE ALGUÉM QUE NÃO GOSTAVA DE GATOS E PASSOU A AMAR AMAR AMAR E HOJE NÃO VIVE SEM ELES

Povo, tudo bem? Comigo tudo. Vocês vêm sempre aqui? Pois é, eu não. Mas tô aqui uma vez ou outra. E hoje o motivo é: recebi um e-mail coisa mais querida da Cynthia Ito Machado, lá de Curitiba. Ela compartilhou comigo – e com vocês, óbvio – a história de amor dela com os gatos. E a história dela e do gato Buk é meio parecida com a da Arcise e da Tiffany Vivi, lembram?

Este aqui é o texto dela na íntegra – super bem escrito, diga-se de passagem. Bóra ler?

PETI, A PRIMEIRA FILHA DA CRIS

Lembra que uma vez eu tava fazendo vários perfis de gatinhos idosos e seus donos? Então, faz tempo, né? Só pra relembrar, tem o perfil da Claudia e do Cookie, o da Laís e da Pink e o da Adriana e da Lú. Daí que agora vai ter o da Cris e da Peti, mas talvez a Cris me mate  porque acabo de ver que ela me enviou as respostas sobre a sua idosinha APENAS em agosto do ano passado. E eu APENAS até agora não escrevi o texto.

É… meu gato interior, aquele ser preguiçoooooooooso, tem me dominado.

TIFFANY VIVI, A GATA QUE TRANSFORMOU SUA DONA

Oi. Tudo bem?

Então, às vezes eu apareço por aqui. E desta vez o motivo é bem legal. É que estava eu olhando os e-mails do blog e aí que recebi uma história super mega demais da conta. É a história da Arcise, que há um ano vive com sua gatinha, a Tiffany Vivi. Eu geralmente conto as histórias com as minhas palavras e tal, mas a Arcise mandou um texto tão dela e tão gostoso e tão lindo que eu não posso me intrometer. Acho que vocês concordarão:

PINK, A DIVINHA PRATEADA – E OFF-WHITE

Gente, antes de mais nada, preciso compartilhar algo com vocês. Ontem, eu sentei toda empolgada pra escrever sobre a história da Pink e da Laís e da Rutha e daí que eu tô num computador péssimo porque o PINGO derrubou o meu note no chão e ele tá lá no hospital de notebooks e daí esse note aqui desligou sozinho e eu tava escrevendo no bloco de notas sem salvar NADICA DE NADA e PUFT PERDI TODO O TEXTO. Fiquei feliz? Façam suas apostas.

Bom, belê, tô bem, recuperei, tô no Google Docs, que salva tudo automaticamente online. Beijo, Google Docs!

COOKIE, UM PAI, UM FILHO, UM AMOR

Bom, gente, eu perguntei no facebook sobre pessoas que têm gatos velhinhos em casa pra eu poder fazer um textinho porque eu acho o máximo e já me apaixono loucamente por essas pessoas. Acho sinônimo de amor, carinho, cuidado. Aí, algumas pessoas me responderam. E aí que eu resolvi que não ia mais fazer um textinho, mas sim, vários textinhos. Porque cada história tem que ser contada com todos os detalhes que elas merecem. Então, em vez de fazer um textão looooooooongo, eu vou fazer vários, cada um com um pefil de um véinho. Tá? Tá.

OS GATOS DA JUSSARA

A Jussara, artista plástica lá de Varginha, Minas Gerais, me escreveu e contou um pouco da história dela e do amor pelos gatos. E eu divido com vocês.

A Jussara disse que já teve 11 gatos e atualmente tem 4. “O Dom é branco com manchas pretas, é peralta demais e mia sempre que eu chego em casa, como se me dissesse: ‘Você chegou, agora venha me ver'”, diz a Jussara. Ela também tem a Lola, que sofreu muito quando nasceu e, inclusive, teve o rabo quebrado. Mas a Jussara cuidou dela e ela sobreviveu. “Hoje ela é terrível, tem dia que some o dia todo e com certeza está dentro do guarda-roupas”

A LINDA HISTÓRIA DA YUMI E DO ROCK

Gente, a ong Adote um Gatinho tem uma página no facebook, que eu obviamente acompanho. E aí, ontem eu li uma história tão linda que resolvi compartilhar com vocês. Leiam e se emocionem à vontade. (O depoimento abaixo é uma cartinha da Yumi, enviada à Adote um Gatinho).

Essa é a mami Yumi e seu "gato guerreiro", o Rock
“Como voluntária do Adote Um Gatinho, ajudo a atualizar os posts do AUG no Facebook. Por isso, eu sempre acompanhei muito de perto a história do Rock. Ele havia sido resgatado em julho de 2010 de um condomínio, após uma pessoa ter pedido nossa ajuda. Ao sair para trabalhar, ela havia visto “um amontoado de crianças cutucando vorazmente algo”. Quando ela se aproximou, viu um gatinho ensaguentado, com os olhos fechados, sendo espancado pelas crianças. O Rock chegou no AUG péssimo, com o maxilar fraturado, o olho perfurado, desidratado e desnutrido. Pesava 1,2 kg.
A história e as fotos foram para o facebook, e comoveram todo mundo. As pessoas torciam muito pela recuperação daquele gatinho que havia sofrido tanto, que havia conhecido o pior do ser humano. Para felicidade dos fãs do AUG, bem lentamente, o Rock foi melhorando: conseguiu se curar de uma pneumonia que quase o levou, voltou a comer, ganhou peso. Mais tarde, a mandíbula se consolidou, o olhinho cicatrizou. O pessoal do facebook, ansioso, perguntava, “E o Rock, como está? Engordou? Sarou?”. Alguns até escreveram querendo adotá-lo. Mas aí, apareceu uma ferida na testa do bichano, que não fechava de jeito nenhum. E, com ela, a suspeita de câncer de pele, inoperável devido à localização.
Ao saber do possível diagnóstico, comprei uma baita briga com o maridão e decidi ser lar temporário pela primeira vez. Se o Rock tivesse mesmo câncer, eu não poderia permitir que ele passasse os últimos dias dele sozinho, numa gaiola do abrigo. Não seria justo, não seria certo. Depois de tanto sofrimento, ele precisava conhecer o que era ter casa, colo e cafuné, nem que fosse por apenas algumas semanas. E foi assim que no início de dezembro, o Rock chegou em casa. Pequeno-branco-magrelo-e-carente Rock.
Lembro que no Réveillon, ao fazer os meus pedidos de Ano Novo, pensei no Rock e desejei que ele não tivesse câncer. Foram longos dias de espera, até que a Dra. Bia me ligou na primeira semana do ano com o resultado da biópsia: negativo! Negativo!
A biópsia não indicava tumor maligno, mas sim, um quadro alérgico. Alergia? “Ah, mas isso a gente tira de letra”, eu pensei. “Em breve o Rock ficará bom e poderá ir para adoção!”. Quanta ingenuidade a minha! Naquela época, eu não sabia que, em se tratando da saúde do Rock, nada é tão fácil, nada é tão lógico.
Descobrimos que o Rockinho coçava compulsivamente a testa até sangrar, até abrir uma ferida. E era por isso que a ferida não fechava nunca: ele se auto-mutilava diariamente. Começamos, então, o tratamento para alergia com a dermatologista, com a administração de corticóides, para fazer o prurido passar. Mas, para a nossa surpresa, a medicação não fez qualquer efeito. Dobramos, triplicamos a dose, e nada. Rockinho continuava se auto-mutilando. Os corticóides não faziam nem cócegas no pequeno.
Ao mesmo tempo, tentávamos descobrir as possíveis causas da alergia do Rock. Excluímos a alergia à pulga e, depois de uma 3 meses de dieta de ração hipoalergênica, a hipersensibilidade alimentar. Restou, então, a dermatite atópica, também conhecida como alergia a tudo. Que é incurável.
Mas mesmo a dermatite atópica não explicava todo o quadro do Rock. E assim, ele foi encaminhado para o neurologista, que diagnosticou uma neuropatia de face. No espancamento, os nervos da face do Rock foram lesionados, e o pequeno acabou perdendo a sensibilidade do lado esquerdo do rosto. É por isso que o Rock se coça até sangrar – ele não sente dor naquela região. Ah, eu contei que a neuropatia também é incurável? Pois é.
Afinal, o que o Rock tem? Dermatite atópica? Neuropatia de face? Provavelmente, tudo isso junto, e mais alguma coisa. E ainda há o fato de ele não responder às medicações. Eu demorei para entender que eu estava diante de um gato, digamos assim, muito peculiar. Hoje, depois de 6 meses de consultas, exames e tratamentos, eu sei: o Rockinho é um mistério da ciência, e provavelmente nunca vai parar de se auto-mutilar. E agora? Quem é que vai querer adotar um gato de 6 anos, com saúde frágil e que se auto-mutila?
Eu quero. Porque o Rock dá um trabalho danado para cuidar, sim, mas também é um dos gatos mais fofos que conheci. Porque, mesmo tendo sido espancado no passado, o Rock nunca perdeu a fé nas pessoas; pelo contrário, ele ama gente, e é só ver um colinho dando sopa, que lá vai ele se acomodar. Porque todos os veterinários que o conhecem dizem que ele é o gato mais bonzinho do mundo, e eu fico toda orgulhosa do magrelo. Porque ele venceu a resistência do meu marido, e se tornou o gato preferido dele. Porque quando eu fico aborrecida por ele ter se auto-mutilado mais uma vez, ele deita no meu peito e fica olhando para mim. De modo que o pequeno não sairá mais da minha casa. A partir de agora, Rock tem pai, mãe, 3 irmãos felinos e todo o amor do mundo que pudermos lhe dar.
Podem botar o Rock como adotado, que o fofucho agora é meu!”

O NINNO QUE ERA NANNA

Estão faltando perfis neste blog, certo? Bom, e já que eu não vou até eles, eles vêm até mim. Há alguns dias, a Dayse Araujo, lá de Fortaleza, me enviou um e-mail, contando a sua história com o Ninno, um persa muitíssimo fofo. Segundo ela, a identificação com o blog foi total, ja que ela se define uma “loucaporgatos.com”. “Me aliviou saber que existem tantas pessoas capazes de amar esses bichanos lindos e encantadores tanto quanto eu”, escreve a Dayse.