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A Jussara, artista plástica lá de Varginha, Minas Gerais, me escreveu e contou um pouco da história dela e do amor pelos gatos. E eu divido com vocês.

A Jussara disse que já teve 11 gatos e atualmente tem 4. “O Dom é branco com manchas pretas, é peralta demais e mia sempre que eu chego em casa, como se me dissesse: ‘Você chegou, agora venha me ver’”, diz a Jussara. Ela também tem a Lola, que sofreu muito quando nasceu e, inclusive, teve o rabo quebrado. Mas a Jussara cuidou dela e ela sobreviveu. “Hoje ela é terrível, tem dia que some o dia todo e com certeza está dentro do guarda-roupas”

“Tem também o Tobias. Este é mandão mesmo. Quando estou no computador, com a Lola no colo, tenho que deixar ele subir também, senão acabo toda arranhada”.

Agora, há um tempo, a filha da Jussara ainda trouxe três pequeninhos, que jogaram em uma caixa. As duas cuidaram dos bebezinhos e a Jussara diz que eles estão bem. Ou seja, a família super aumentou.

E… ainda tem um cachorro no meio dessa galera toda, o Miguelito, que, pelo que a Jussara descreve, quer ser gato também. “Quando os gatos estão em cima da estante ou na grade da janela, ele quer ir junto”. Jura, né, Miguelito? Ela disse que a cambada se dá super bem e que a Lola gosta de brincar com o Miguelito quando ele está tirando uma sonequinha. “É mordida na orelha, unhada…”. Pobre cão!

De noite, a Jussara diz que dormem todos com ela, menos o Miguelito. “Tem dia que acordo com o Dom com a cabeça em cima da minha, pode? E quando puxo o lençol, sinto um peso vindo junto – a Lola -, que reclama porque eu tiro ela da sua posição de conforto”. Nós, gateiros de plantão, sabemos muito bem o que é isso, né?

E olha só o que a Jussara – uma legítima louca por gatos – fez: colocou uma tábua na janela do seu quarto – que ela chama de “rampa presidencial” para que os “meninos” tenham livre acesso ao quintal, subam na jabuticabeira, no pé de figo e possam passar o dia na “mini-floresta”. “De noite, eles sobem a rampa e vêm me acarinhar”. Delicinha, né?

Vou puxar o lençol e vejo aquele peso vindo junto, Lola e ainda reclama pois tirei da sua posição de conforto.
Sabe o que eu fiz? coloquei um táboa na minha janela( que chamo de rampa presidencial),assim meus meninos vão para o quintal , sobem na jabuticabeira, no pé de figo, passam o dia nas aventuras na mine floresta.

Tobias, um fofo!

Tobias, um fofo!

 

O Miguelito, a Lola - laranjinha - e o Dom

O Miguelito, a Lola – laranjinha – e o Dom

 

Lola!!

Lola!!

 

 

Gente, a ong Adote um Gatinho tem uma página no facebook, que eu obviamente acompanho. E aí, ontem eu li uma história tão linda que resolvi compartilhar com vocês. Leiam e se emocionem à vontade. (O depoimento abaixo é uma cartinha da Yumi, enviada à Adote um Gatinho).

Essa é a mami Yumi e seu "gato guerreiro", o Rock

“Como voluntária do Adote Um Gatinho, ajudo a atualizar os posts do AUG no Facebook. Por isso, eu sempre acompanhei muito de perto a história do Rock. Ele havia sido resgatado em julho de 2010 de um condomínio, após uma pessoa ter pedido nossa ajuda. Ao sair para trabalhar, ela havia visto “um amontoado de crianças cutucando vorazmente algo”. Quando ela se aproximou, viu um gatinho ensaguentado, com os olhos fechados, sendo espancado pelas crianças. O Rock chegou no AUG péssimo, com o maxilar fraturado, o olho perfurado, desidratado e desnutrido. Pesava 1,2 kg.
A história e as fotos foram para o facebook, e comoveram todo mundo. As pessoas torciam muito pela recuperação daquele gatinho que havia sofrido tanto, que havia conhecido o pior do ser humano. Para felicidade dos fãs do AUG, bem lentamente, o Rock foi melhorando: conseguiu se curar de uma pneumonia que quase o levou, voltou a comer, ganhou peso. Mais tarde, a mandíbula se consolidou, o olhinho cicatrizou. O pessoal do facebook, ansioso, perguntava, “E o Rock, como está? Engordou? Sarou?”. Alguns até escreveram querendo adotá-lo. Mas aí, apareceu uma ferida na testa do bichano, que não fechava de jeito nenhum. E, com ela, a suspeita de câncer de pele, inoperável devido à localização.
Ao saber do possível diagnóstico, comprei uma baita briga com o maridão e decidi ser lar temporário pela primeira vez. Se o Rock tivesse mesmo câncer, eu não poderia permitir que ele passasse os últimos dias dele sozinho, numa gaiola do abrigo. Não seria justo, não seria certo. Depois de tanto sofrimento, ele precisava conhecer o que era ter casa, colo e cafuné, nem que fosse por apenas algumas semanas. E foi assim que no início de dezembro, o Rock chegou em casa. Pequeno-branco-magrelo-e-carente Rock.
Lembro que no Réveillon, ao fazer os meus pedidos de Ano Novo, pensei no Rock e desejei que ele não tivesse câncer. Foram longos dias de espera, até que a Dra. Bia me ligou na primeira semana do ano com o resultado da biópsia: negativo! Negativo!
A biópsia não indicava tumor maligno, mas sim, um quadro alérgico. Alergia? “Ah, mas isso a gente tira de letra”, eu pensei. “Em breve o Rock ficará bom e poderá ir para adoção!”. Quanta ingenuidade a minha! Naquela época, eu não sabia que, em se tratando da saúde do Rock, nada é tão fácil, nada é tão lógico.
Descobrimos que o Rockinho coçava compulsivamente a testa até sangrar, até abrir uma ferida. E era por isso que a ferida não fechava nunca: ele se auto-mutilava diariamente. Começamos, então, o tratamento para alergia com a dermatologista, com a administração de corticóides, para fazer o prurido passar. Mas, para a nossa surpresa, a medicação não fez qualquer efeito. Dobramos, triplicamos a dose, e nada. Rockinho continuava se auto-mutilando. Os corticóides não faziam nem cócegas no pequeno.
Ao mesmo tempo, tentávamos descobrir as possíveis causas da alergia do Rock. Excluímos a alergia à pulga e, depois de uma 3 meses de dieta de ração hipoalergênica, a hipersensibilidade alimentar. Restou, então, a dermatite atópica, também conhecida como alergia a tudo. Que é incurável.
Mas mesmo a dermatite atópica não explicava todo o quadro do Rock. E assim, ele foi encaminhado para o neurologista, que diagnosticou uma neuropatia de face. No espancamento, os nervos da face do Rock foram lesionados, e o pequeno acabou perdendo a sensibilidade do lado esquerdo do rosto. É por isso que o Rock se coça até sangrar – ele não sente dor naquela região. Ah, eu contei que a neuropatia também é incurável? Pois é.
Afinal, o que o Rock tem? Dermatite atópica? Neuropatia de face? Provavelmente, tudo isso junto, e mais alguma coisa. E ainda há o fato de ele não responder às medicações. Eu demorei para entender que eu estava diante de um gato, digamos assim, muito peculiar. Hoje, depois de 6 meses de consultas, exames e tratamentos, eu sei: o Rockinho é um mistério da ciência, e provavelmente nunca vai parar de se auto-mutilar. E agora? Quem é que vai querer adotar um gato de 6 anos, com saúde frágil e que se auto-mutila?
Eu quero. Porque o Rock dá um trabalho danado para cuidar, sim, mas também é um dos gatos mais fofos que conheci. Porque, mesmo tendo sido espancado no passado, o Rock nunca perdeu a fé nas pessoas; pelo contrário, ele ama gente, e é só ver um colinho dando sopa, que lá vai ele se acomodar. Porque todos os veterinários que o conhecem dizem que ele é o gato mais bonzinho do mundo, e eu fico toda orgulhosa do magrelo. Porque ele venceu a resistência do meu marido, e se tornou o gato preferido dele. Porque quando eu fico aborrecida por ele ter se auto-mutilado mais uma vez, ele deita no meu peito e fica olhando para mim. De modo que o pequeno não sairá mais da minha casa. A partir de agora, Rock tem pai, mãe, 3 irmãos felinos e todo o amor do mundo que pudermos lhe dar.
Podem botar o Rock como adotado, que o fofucho agora é meu!”

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Estão faltando perfis neste blog, certo? Bom, e já que eu não vou até eles, eles vêm até mim. Há alguns dias, a Dayse Araujo, lá de Fortaleza, me enviou um e-mail, contando a sua história com o Ninno, um persa muitíssimo fofo. Segundo ela, a identificação com o blog foi total, ja que ela se define uma “loucaporgatos.com”. “Me aliviou saber que existem tantas pessoas capazes de amar esses bichanos lindos e encantadores tanto quanto eu”, escreve a Dayse.

Ela diz que sempre adorou e criou todos os tipos de gatos, de siameses a pés duros (essa expressão eu confesso que não conhecia, achei o máximo, vou começar a chamar o Pingo, meu viralatinha, de pé duro). Agora, com o Ninno, ela vive uma história de muito amor e carinho.

O Ninno foi um presente do noivo da Dayse. Como eu já contei aqui que aconteceu com o meu Pam, o Ninno foi vendido como fêmea e chamado de Nanna. “Foi quando, observando minha suposta ‘gatinha’, que tinha apenas 2 meses, senti um volume estranho em suas partes intimas”, conta a Dayse. Mesmo assim, um veterinário confirmou que se tratava de uma gatinha fêmea.

Mas a Dayse não acreditou muito e foi a um segundo veterinário, que disse que não dava pra saber o sexo do gatinho ainda, já que era muito pequenino. O terceiro veterinário, aos três meses do Ninno, confirmou que era um machinho.

A mamãe coruja já  tinha comprado todo um “enxoval” pink pra Nanna – que agora era Ninno. “Meu pequeno teve de passar por acompanhamento psicológico, pois o transtorno foi grande”, brinca.

Passado o pequeno engano, o Ninno hoje tem quase dois aninhos e é muito amado.”Ele é a alegria de minha casa, minha família, meus amigos. Além de carinhoso, muuuuito bagunceiro, é muito inteligente e obediente. Adora os pintinhos que meu pai cria no quintal (insultar com eles, mas adora), tomar banho de sol, rolar na areia…”. Eu achei muito fofo o Ninno com os pintinhos. Foto de cartão.

“Acrescenta mais dias a minha vida saber que quando chego do trabalho, cansada ou não, triste ou não, chateada com algo ou não, o Ninno estará lá pra me receber, se acariciar em mim, me escutar, às vezes até grunir respondendo… Sempre e sempre…”. É ou não é uma louca por gatos?

Agora, as fotos da coisinha fofa. Foi dificílimo  escolher, já que a Dayse me mandou várias, uma mais gostosa que a outra. Mas não vou decepcioná-los, confere aí:

ele ainda era nanna, mas já era liiiiiiiiiiindo, ops, linda

mami, me põe aí no computador?

cresci, né? virei o ninno mesmo e continuei lindão

meus amiguinhos

pssssssssss, to nanando

e essa é a minha mami Dayse e meu papi Phelipe. eles se casam neste ano. parabéns! pelo casamento e pelo filhote, claro ;)

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Esta é a história da Lígia, uma cat lover que casou com outro cat lover e que, hoje, tem quatro lindos gatinhos em casa.

O começo de tudo: Haroldo, lindo lindo lindo

Tudo começou com o amor da Lígia por bichos em geral e a compra do Haroldo (um persa laranja lindo) por seu atual marido. “Naquela época, já bem intencionado, ele comprou o Haroldo e me pediu pra cuidar, com a desculpa que não tinha se adaptado. Aí ele sempre ia visitar o Haroldo na minha casa…”, diz a Lígia, que, pelo jeito, ganhou um gato e, de quebra, um marido. “O Haroldo foi um presente muito especial, que me conquistou mesmo. Ele é querido e muito ligado a mim, mas é um bicho do mato com as pessoas em geral. Ele não gosta de barulho, nem de muita gente (odeia a faxineira), não é nem um pouco sociável. Mas ele pode, sabe que é um lorde”, conta a mãe coruja. O nome do Haroldo veio das tirinhas do Calvin & Haroldo, em homenagem ao tigre charmoso da história. O Haroldo da Lígia vai fazer 10 anos em outubro.

Aumentando a família: Heitor, outra coisa linda

O segundo gato da vida da Lígia foi o Heitor. O Conrado, marido da Lígia, ainda não morava com ela e, depois de dar o Haroldo pra ela, ficou com invejinha branca e resolveu ter um gatinho também. “Então a gente foi numa feirinha de filhotes e o Heitor pulou no colo do Conrado e não desgrudou mais. A veterinária da feira disse que a gente podia trocar o gatinho, pois o Heitor era todo doente. Imagina só trocar aquele gatinho preto magrelo que mais parecia um sagui?”, fala Lígia. Ela diz, também, que o Heitor tinha vários problemas e ficou praticamente um ano em tratamento. “Hoje ele é um gato gordo e querido, mais sociável que o Haroldo, mas continua muito carente, sempre querendo atenção”.

Horácio, supermodel, superlindo

Como a Lígia e o Conrado viajavam nas férias, acabavam deixando Heitor e Haroldo juntos, pra facilitar a vida da moça que cuidava deles. Mas o Heitor ficava triste quando voltava pra casa e aí o Conrado comprou o Horácio, um persa branco. “O Horácio é bem na dele, não se incomoda com nada e é muito curioso. Realmente, o Heitor ficou bem melhor com a companhia”.

A história do Otávio

“Um dia fui levar o Haroldo na veterinária e ela comentou que tinha sido chamada pra cuidar de um gatinho que estava muito mal. Ele tinha sido dado para um casal pobre porque o primeiro dono batia nele por fazer xixi ou algo assim. O Otávio é um persa puro e eles aceitaram porque queriam ganhar dinheiro vendendo as crias”. Resumindo, o casal teve um neném e prendeu o Otávio durante três meses em um quarto cheio de material de construção porque a criança era alérgica. Como o Otávio dormia em cima de sacos de cimento, a pele dele começou a ser corroída. Os donos estavam preocupados, mas achavam que não tinha outra saída – também não queriam doá-lo por conta da história do dinheiro (como disse a Lígia: “malditas fábricas de filhotes”).

E aí pensa uma louca por gatos saber de tudo isso? A Lígia não conseguiu mais dormir depois de ouvir isso e colocou um anúncio no seu blog para ver se alguém queria cuidar do Otávio. “Contei a história para o Conrado e ele falou que podíamos adotá-lo, apesar de eu achar que não dava, por conta dos três que já tínhamos”, conta Lígia. “Quando o vimos, não acreditei: o coitado estava que era pura ferida, nem abria os olhos direito. Um gato adulto pesando menos de dois quilos! Não tinha nem como pegá-lo no colo”.

Bom, e aí foi uma série de cuidados: dar banho foi difícil por conta das cascas de cimento grudadas na pelo do bichaninho; quando a Lígia deu comida pra ele, ele passou horas comendo, só parava pra descansar; a água tinha que ser trocada toda hora porque a carinha dele sujava toda a tigela. “Passei dois dias inteiros tirando as cascas com algodão e óleo Johnson”, diz Lígia.

Mas, aí, quando o Otávio estava quase bem e já tinha engordado um quilo, ele teve uma crise renal, provavelmente devido à péssima alimentação que lhe era dada antes. Mas (acalmem-se todos) hoje o Otávio está ótimo, ficando bem peludinho e cheio de energia. Diz a Lígia que ele é atlético e adora jogar futebol (what??). Ah, e faz seis meses que ele está com ela.

O antes e depois do Otávio, lindérrimo

Happy end

Hoje, a família é completa e vivem juntos Lígia, Conrado, Haroldo, Heitor, Horácio e Otávio. Não é lindo??? Quem quiser acompanhar fotos e algumas histórias desses fofuchos e também dos seus pais, é só seguir o blog da Lígia, que também fala de design, viagens, propaganda, cotidiano, livros, etc. etc. etc.

“Eu adoro tudo nos gatos: a elegância, o porte, a limpeza, a independência. As pessoas que gostam de gatos têm apurado senso estético e são muito bem resolvidas. Vejo muita gente repetir, sem refletir, que gatos são traiçoeiros, que amam a casa e não o dono. São pessoas que não têm e nunca tiveram gatos. Acho que deveriam continuar assim mesmo, pois não os merecem”.
Lígia Fascioni

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A brincadeira do título é por conta do Guto, o humano do Zi. Ele tem um blog que se chama Efetividade e auxilia as pessoas a serem mais assertivas na vida. Um blog, por sinal, muito bem feito e muito acessado.

Esse é o Zi no primeiro dia de Guto

Zi no primeiro dia de Guto

Então, o Zi tem cinco anos e foi presente de uma amiga para o Guto (o nome dele é Augusto, mas eu não consigo chamá-lo assim por conhecê-lo há muito tempo). Apegado a bichinhos de estimação, mas não necessariamente a gatos, o Guto achou uma boa ideia ter um amiguinho em casa.

“Quando ele era bem pequeno, um dia ele desapareceu dentro do apartamento e eu não o encontrava de jeito nenhum. Já tinha olhado embaixo de toda a mobília, dentro de gavetas, armários, etc. Sentei no sofá pra descansar e eis que o encontro no alto de uma estante de livros, dormindo. Como ele chegou lá, eu não sei, e nunca mais na vida dele ele subiu lá”, conta o Guto. Sustinho, hein, seu Zi? O pequenino também tinha mania de acordar o Guto todos os dias às 4 da madruga. “Felizmente o final da adolescência tornou isso mais raro”.

"Não tô nem aí pro Natal"

"Não tô nem aí pro Natal"

Hoje, o Zi adotou um sofá como arranhador – quando eles adotam, não tem jeito… – e gosta de se esconder dentro do sofá. É, isso mesmo, ele fez um furo por baixo do forro e gosta de ficar lá. Além disso, o bichaninho gosta de passear na sacada quando está chuviscando.

O Guto diz que quem espera muita interatividade e carência não vai se dar bem com um gato porque eles são muito mais independentes. “Pra ter um bichano em casa, tem que estar disposto a ser acordado no meio da noite sempre que esses bichos persistentes decidirem que é hora de eles receberem algo. Também tem que ficar atento ao que eles aprendem nas primeiras semanas de contato, pois o comportamento deles vai sempre refletir esse período – especialmente com relação a hábitos de alimentação.

Zi, num momento sacolão

Pra terminar, eu fui obrigada a perguntar pro Guto se ele considera os gatos seres efetivos, e a resposta foi a seguinte: “Tenho certeza! Eles conseguem dormir 16 horas por dia (mesmo na natureza) por serem extremamente adaptados e senhores de todas as situações. Para que ficar mais tempo acordado se em oito horas eles conseguem resolver todos os problemas e ainda se divertir?”.

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Esta é Polly, a gata da vez do Loucos por Gatos. E que gatona, não?

Gente, eu recebi um e-mail super querido de uma leitora. O nome dela é Fabiana e ela é uma louca por gatos – obviamente. No e-mail, ela conta a história de amor entre ela e sua filhotinha, a Polly, que é a coisa mais linda desse mundo. Como não poderia deixar de ser, eu vou compartilhar essa história com vocês…

A Fabiana mora no Rio de Janeiro e, no ano passado, foi fazer uma divulgação de um produto no Campo de Santana, um parque (me corrijam se eu estiver errada) onde, infelizmente, muitos gatos são abandonados – esse é um site que eu achei que fala sobre o assunto. Lá, ela se deparou com todos aqueles gatos e ficou louca – como ela mesma disse. “Estava indo embora quando vi uma coisinha linda bem pequena correndo. Lembro como se fosse hoje. Foi amor à primeira vista”, confessa Fabiana.

A Fabiana não estava brincando quando disse que foi amor à primeira vista. Este é o aniversário de um aninho da Polly (a vela parece um número 2, mas, na verdade, é um ponto de interrogação, de acordo com a mami da Polly - que está na foto)

E aí ela foi atrás pra saber como poderia adotar a tal coisinha linda e, com a ajuda de uma veterinária conseguiu “capturar” a Polly. “Parecia um siri na lata”, conta ela (a gente bem sabe como um filhote é agitado, não é?). “Ela não sabia, mas não estava ganhando só um lar, mas uma família e muito amor”. A Fabiana mora com um filho de dez anos, além da Polly, claro.

Fabiana contraria todos que acham que os gatos gostam mais da casa que do dono, que são traiçoeiros, que incomodam. “O homem quer um bicho despojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Ele só aceita uma relação de afeto com independência”, comenta a sábia Fabiana.

“A minha Pollinha conhece o barulho do meu carro, me acorda de manhã pra eu trocar a areia dela porque ela quer fazer o seu xixizinho matinal com tudo limpinho. Pra isso, ela cava no meu edredon”. Fofa ou não???

A todos que moram no Rio, a Fabiana pede: “Se passar pelo Campo de Santana, entre e adote um gatinho. Eles nos fazem muito felizes”. Fica a dica.

Conheça o orkut da Polly aqui.

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O perfil dessa vez vai ser da Fabi, minha amiga que, por meio de um conhecido nosso, adotou o Chico, ou Chiquinho, para os íntimos, um gatinho laranja e branco de fuço e almofadinhas rosa.  Lindo!

A mãe do Chico disse que antes de fazer pose pra foto, ele estava comendo a flor lá atrás. Ele nega

A mãe do Chico disse que antes de fazer pose pra foto, ele estava comendo a flor lá atrás. Ele nega

A Fabi disse que essa é a terceira vez que ela pensa em ter um bichano.  A primeira vez não deu certo, ela adotou um gatinho com quatro anos, mas a mãe doou pra outra pessoa rapidinho, porque era muito atarefada e tinha ainda quatro filhos pra cuidar. “Um dia acordei e simplesmente meu companheirinho não estava mais. Ao lado da minha casa tinha um porquinho e eu ia todos os dias no chiqueirinho dele e perguntava se ele tinha comido meu gatinho”, conta a Fabi. Ela só ficou sabendo da doação do bichano depois de crescer um pouco mais.

A segunda tentativa foi na universidade. A Fabi ganhou um gatinho de um amigo e, fã dos Chicos (“Buarque, Science, Bento…”), não poderia dar outro nome ao novo bichano que não Chico. “Só que um belo dia, o Chico deciciu dar no pé. Talvez porque nunca parasse em casa”, ela justifica.

A terceira tentativa já rende dois anos e meio do Chico 2. Isso porque a Fabi resolveu que com a junção dos trapos com o namorido, agora sim haveria espaço pra um terceiro componente. “Então uma amiga querida, que vem a ser a autora desse blog [obrigada pela parte que me toca], disse que um amigo, o 90, estava doando um gatinho que tinha encontrado abandonado e tal… Ele me mandou as fotinhos e eu e o Fabrício [o namorido] decidimos na hora que aquele seria nosso bichinho de estimação”, conta. “Se bem que às vezes ele mais parece nosso monstrinho de estimação mais estimado do mundo, o Poltergato”, brinca a Fabi.

"Chico! Não é pra arranhar as poltronas!"

"Chico! Não é pra arranhar as poltronas!"

Mas nem tudo são flores. A adaptação não foi tão fácil, já que o Chico era hiperativo e não parava um minuto (coisas de filhotes…). “Como o nosso cafofo é cheio de coisinhas, bonecos, tranqueirinhas, semanalmente o Chiquinho quebrava alguma coisa. E eu só lamentava e repetia o mantra: isso vai passar, isso vai passar”. O sofá também foi alvo do pequeno Chico e (pasmem) o forro da cama box também. “Foi lá que ele estava construindo um lar pra chamar de seu. Descobri a obra em um dia em que o procurei desesperadamente. Eu estava em prantos pensando no pior destino pro nosso gatinho, quando olho pela milésima vez embaixo da cama e vejo um rabo laranja abanando pra fora de um mega buraco!! Juro que não sabia se ria ou chorava. Tirei ele de lá e o apertei muito, mas de felicidade. Ali eu senti, de fato, que Chiquinho era muito importante pra mim”.

Hoje o Chico sossegou um pouco e a cama não tem mais forro, portanto foi-se o lar doce lar do guri. “O problema agora é a manicure. Ele tem vários lugares pra afiar as unhas, mas prefere fazê-lo em duas poltronas que forramos recentemente. É só nos distrairmos que lá vai o folgado. Tremendo cara de pau”, fala Fabi. “Mas tudo isso vale a pena. É melhor ter uma bolinha de pelo laranja te esperando pra esfregar sua linda cabecinha na sua perna quando você chega em casa, do que um sofá maravilhoso em que você vai sentar sozinha e triste por não ter um bichinho tão fofo pra afagar”. É, Fabi, você é mais uma que entra pro hall dos loucos por gatos. A loucura chega ao ponto de ela já ter pedido à irmã que cuidasse do Chico caso algo aconteça com ela e com o Fabrício. “Fiz ela jurar”, ri a Fabi.

E claro que o Chiquinho também tinha que ter algumas bizarrices felinas. A Fabi disse que ele fica esperando que eles saiam do banho pra tentar pegar as últimas gotinhas do chuveiro com as patinhas. “Quando não cai é aquele berreiro. Temos que sacudir o chuveiro pra sair alguma gotinha. É muito engraçado”. O Chico também não brinca com ratinhos de feltro, peixinhos de pelúcia e bolinhas com guizo, comprados com tanto amor. “Agora, se abrimos um saco de pão e esquecemos o aramezinho que fecha a embalagem em cima de qualquer coisa, pimba, lá vai o Chiquinho correr alucinadamente atrás daquele trocinho”, conta a Fabi. Diz ela que muitas vezes o Chico se esquece de frear e se estatela na parede, portas e armários.

O Chico adora umas costas vagas... Esse aí é o pai dele, jogando Fifa Soccer. E o Chico, claro, super confortável

O Chico adora umas costas vagas... Esse aí é o pai dele, jogando Fifa Soccer. E o Chico, claro, super confortável

A Fabi aconselha a todos que quiserem adotar um gato a ter responsabilidade, porque, apesar de os gatos serem animais bastante independentes, eles precisam de carinho. “E isso não quer dizer apenas afeto, mas tratar com uma boa raçãozinha, veterinário, vacina,…”. E, claro, em troca, tem muita alegria: “Eu chego em casa e ele me espera com a cara inchada de tanto dormir. Ele se joga aos meus pés e tenta me convencer, pela enésima vez em um único dia, a trocar a ração do potinho. Ele pula no meu colo todas as manhãs e trabalha comigo em frente ao computador. Quando estamos deitados ele sobe em nossas costas e nos deixa imobilizados. E, ainda, ele responde quando eu o chamo. É meu ‘gachorrinho’, meu gato Fantinha, que põe mais cor e alegria ao nosso já colorido cotidiano”.

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Um é pouco, dois é bom, três é demais!!! (no bom sentido)

Um é pouco, dois é bom, três é demais!!! (no bom sentido)

Eba, outro perfil!
Hoje eu vou falar da Gi (@cyberdeckerhttp://www.giseliramos.com.br), que eu vi uma vez só na vida, mas que, virtualmente, já me sinto “miguxa” (eheheh). Bom, e por causa do meu amigo Romeu (@Romeumartinshttp://terrorcon.blogspot.com), soube da paixão dela por gatos. E mais! Que ela tem três siameses (lindos!) e passeia com eles na coleira. Duvida? Então olha só:

A Gi disse que é louca por gatos desde que se lembra e que pai, mãe e irmã sempre foram assim, sendo difícil escapar da paixão. “Vai ver que é mal de família”, ela disse. Só que a Gi mora em uma kitinete, em São Paulo, então seus três siameses ficam na casa da mãe, que mora no município de Bragança Paulista, onde ela passa os finais de semana, a 88 quilômetros da capital. “Pra matar as saudades, eu vou a um petshop aqui perto de casa. Lá tem um gato lindo e eu dou carinho sempre que ele aparece”, conta Gi.

No começo, o Apolo, a Ísis (que têm quatro anos) e a Lirah (que tem cinco) ficavam soltos pelo condomínio fechado onde mora a mãe da Gi. “Mas aí os vizinhos começaram a reclamar dos gatos, porque eles tinham o hábito nada recomendável de deitar em cima dos carros e entrar nos quintais”, ela explica. Foi quando a família resolveu deixar os gatos em casa e até aumentaram o muro por conta disso. Mas mesmo podendo usufruir do quintal, a Gi disse que os três tinham saudades da rua. “Resolvemos soltá-los para um breve passeio sob nossa supervisão. Só que tomar conta de gato solto é difícil, já que eles podem sair correndo para qualquer lugar”, ela diz. Então por que não uma coleira?

Sim, a gente passeia de coleira. O que que tem?

Sim, a gente passeia de coleira. O que que tem?

“Foi complicado. Imagina levar três gatos pra passear em direções diferentes? O melhor é sempre ter duas pessoas para levá-los”. A Gi conta que quando alguém da família leva os bichanos pro passeio, eles viram atração turística da rua. Deve ser mesmo bem diferente, né? Até porque, você associa coleira a cachorro e nuca a gatos, apesar de casos bem sucedidos como esse.

Quem é apaixonado, faz de tudo pra agradar seu amor (no caso, amores), ainda que os vizinhos reclamem – há sempre uma solução. E por que a Gi é tão tão apaixonada pelos seus bichaninhos? “Ah, porque eles são lindos, fofíssimos e maravilhosos. Eles são animais interessantes, bem independentes, mas que adoram fazer companhia em grande parte do tempo. Sabe aquela história de que ‘quanto mais conheço os humanos, mais gosto dos meus gatos?’ Pois é. Eles não fazem barulho, nos esquentam, mostram que devemos viver a vida de maneira desencanada (why so serious?) e encarar tudo de maneira budista – os gatos são monges zen-budistas por natureza”. É isso aí, Gi, concordo plenamente!

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Produtos felinos da FofysFactory

Produtos felinos da FofysFactory

Vou abrir um espaço aqui para falar de pessoas e seus gatos. E a primeira escolhida foi a Carol Grilo, uma apaixonada por tudo que é fofo e isso, obviamente, inclui gatos. A Carol é dona da FofysFactory, e ela mesmo produz várias fofurices, utilizando os mais variados tecidos e dando forma a estojos, toalhas, luvas de cozinha, bolsinhas e tudo mais que uma máquina de costura, uma mão habilidosa e a criatividade permitem. Claro que isso inclui muitos, muitos gatos.

E aí vamos à paixão da Carol pelos gatos. Ela diz que sempre morou em apartamento e que sua mãe nunca permitiu bichinhos em casa. “Acho que os únicos bichinhos de estimação que tive foram pintinhos, que não duravam mais de uma semana, e peixinhos”, diz ela. Mas a Carol tem outra grande paixão: seu companheiro há mais de dez anos, o Ivan Jerônimo. E o Ivan, assim como seus pais, sempre foi louco pelos bichanos e, em toda sua vida, já teve 15 deles. “Comecei a conviver mais com gatos quando comecei a namorar o Ivan. A paixão se aflorou e nunca mais larguei. Nem o Ivan, nem os gatos”, brinca Carol.

Mas a Beterraba, uma gatinha vaquinha super fofa, só entrou na vida dos dois agora, quando os pais do Ivan adotaram uma gata siamesa e magrela que apareceu em sua casa. E eles foram postergando a ida ao veterinário para saber se a gata já havia sido castrada. “Eis que um dia eles notaram a tal gata mais gorducha e mais tarde constataram a prenhez. Eu fiquei animada em pegar um filhote, já que sempre quis um gato. Então falei que, se nascesse um preto e branco, seria meu”, conta Carol. Dos quatro, duas eram pretas, o menino siamês, e a Beterraba, “vaquinha que ela só”, de acordo com a Carol e com as fotos abaixo da “Betê”.

Na primeira foto, Beterraba entre os tecidos verdes "ajudando" a Carol a trabalhar. Na segunda foto, ela faz pose sobre o edredon rosa

Na primeira foto, Beterraba entre os tecidos verdes "ajudando" a Carol a trabalhar. Na segunda, ela faz pose sobre o edredon rosa

Para os que pensam em adotar um gatinho, a Carol aconselha pensar muito, já que eles vivem bastante e, normalmente, ficam com você por mais de 16 anos. “Eles mudam a nossa vida completamente e, no começo dá trabalho, principalmente quando você vai viajar. Mas, fora isso, é só alegria. É muito bom voltar pra casa e saber que tem um bichinho com saudades de você. Quando trabalho em casa, a Beterraba é a melhor companhia. Ela me acalma”, fala Carol. “Não dá pra esquecer também que os bichinhos requerem cuidados que fazem você gastar um bocado de dinheiro, principalmente no começo, com vacinas, castração e vermífugos”, completa.

Então, a lição é a seguinte: responsabilidade com o seu bichano, né? Mas tudo o que você faz por ele é o mínimo perto da alegria que ele te proporciona. Bom, isso sou e a Carol falando, duas maluquinhas por gatos.

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