COMO EU ME APAIXONEI POR GATOS

Meu presentinho, em fase semi-tosada, e já adulto (não tenho foto dele pequetico, é uma pena)

Meu presentinho, em fase semi-tosada, e já adulto (não tenho foto dele pequetico, é uma pena)

Essa é a minha história com o Pam, meu gatão, meu leãozinho, meu amor. Ele chegou pequenininho, mas de patas e orelhas bem grandes, olhões bem azuis e muita maluquice naquele corpinho. Era a Pâmela, segundo me disse a pessoa que me deu o presentinho. Eu morava com mais pessoas e todas acabaram logo se apaixonando por aquele serzinho laranja e serelepe. Aí, depois disso, foram histórias e mais histórias pra contar, como as de um filho em fase de crescimento. Naquele tempo, ele ainda cabia em tudo quanto era canto e qualquer lugar se tornava um belo de um esconderijo. Foi, ainda, naquela época que ele começou a criar suas manias de tomar água corrente, de tomar água do nosso banho, de atacar as nossas pernas e, é claro, de afiar as unhas no sofá. Também foi nesse tempo que ele gastou sua primeira vida, caindo do segundo andar.

Mudanças de casa e o Pam foi crescendo, assim como a minha paixão e as suas maluquices. Cada vez mais peludo e maior, suas brincadeirinhas foram também se tornando mais perigosas pra gente, já que o bichano não contém sua força nos arranhões e mordidas. Como era estudante, morava com muitas pessoas e o Pam sentia muita necessidade de

Versão peluda, dormindo em pose fofa, como de costume

Versão peluda, dormindo em pose fofa, como de costume

marcar seu território. Logo, as várias casas em que morei cheiravam um pouco a mijo de gato e eu não sabia que a castração, além de evitar a louca vontade de escapulir, também faz com que essa mijação toda passe. O fato é que quase fui expulsa de um e fui realmente expulsa de outro apartamento por conta disso. Arranjei algumas inimizades também, mas mais por conta de pequenos maus tratos ao meu bichinho.

Foram duas vezes em que esse Pam quase me mata. A primeira, ainda na fase Pâmela, quando caiu do sétimo andar (sim, isso mesmo!) e quebrou a bacia. Foram dois meses de comidinha na boca, remedinhos, atenção, carinho e carinho. E pronto, tudo novo de novo, a não ser pela patinha esquerda que até hoje manca um pouquinho. Mas é um charminho, nada mais. O outro susto foi uma hepatite, que não sei como ele pegou, aí já na fase macho. Me falaram até pra sacrificá-lo, coisa que, obviamente, entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Mais ou menos uns dois meses também de muito amor, muita comidinha na boca, muito carinho e remedinhos, com a ajuda de um ótimo veterinário. E pronto, novamente saudável, graças a Deus.

Hábito matinal: botar a pança no sol

Hábito matinal: botar a pança no sol

Tá, e aí, antes disso, teve a castração. Tinha dó, muitas dúvidas, mas acabei optando por ela, e a mijação parou, apesar de ele não ter se aquietado da forma que me falaram que ocorreria. Aliás, até hoje, aos 11 anos, o Pam é meio agitadinho. Hoje, a minha casa já não é aquele agito de tanta gente morando junto e o meu amorzinho é o dono de tudo, da casa, do sofá, de mim, do meu marido. Com ele, aprendi muita coisa e continuo aprendendo. Outra hora eu conto aqui como eu consegui domar as arranhadas dele no sofá e a mania de espalhar pedrinhas higiênicas pela casa, além dos pelos – Panzinho é tosado vez ou outra.

Gente apaixonada é assim, não cala a boca quando o assunto é o seu amor. Sou assim em muitas reuniões de amigos, quando começam a falar de gato, desembesteio a falar que nem vitrola emperrada. Mas, fazer o que, né, cada louco com sua mania!

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  • Juju

    oi cris!
    vim aqui ler com calma o teu site – ele tá super lindo!

    confesso que nunca gostei muito de gatos por achar que eles não eram muito carinhosos (qual a graça de ter um bicho blasè em casa, que não interage contigo?). mas era pura ignorância. me parece que os gatinhos são reservados com as visitas, mas com os donos são amor puro.
    confesso que ando louca pra ter um, mas tô planejando isso pra quando voltar pra curitiba. enquanto isso, vou lendo teu blog e me apaixonando pela idéia de ter um filhote.
    ah, e gostaria de ver aqui umas resenhas que ajudem as mães de primeira viagem! 😉
    beijinhos!

  • ale

    oi, cris!
    descobri hoje seu blog, e estou adorando! também sou apaixonada pelos meus gatos, sei bem o que você quis dizer no final. eu, também, quando começo a falar dos meus amos felinos desembesto a falar, não consigo me conter m-e-s-m-o. e parabéns pelo pam, ele é lindo!
    beijos!

  • Teresinha borella Ianitsky

    Eu amooo gatos como vc tenho duas.A Milly com 12 anos ,e a Rebeca de 8 mese,te entendo completamente,e tmb adoro falar das minha minimas (gatas),mas nem sempre encontro pessoas q gostam de escutar. bjs

  • linda

    Nhowwww adorei sua história com seu gatinho eu nunca fui fã de gato mas fiz uma tatuagem de um gato preto nas costas sempre gostei de enfeites pingentes mas nunca o ”animal” em si mesmo tendo esse gosto por td q fosse relacionado a gato até q um dia fui na casa da tia do meu namorado e ele resolveu adotar um gatinho bebe me apaixonei por ele completamente quero levar ele pra minha casa mas minha mae nao deixa pq meu irmao tem asma entao meu namorado cria ele na casa dele mas conto as horas pra ver ele sinto mais sdd dele do q do meu namorado rsrsrs bjo xau xau

  • ai, quase chorei. minha história com a lina, minha gatinha, é parecidíssima, e não me imagino sem ela.
    beijos para você.
    PS: tive acessos histéricos de riso com alguns posts do seu blog que cheguei a assustar o diretor de arte.

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